Apetite doméstico da China por pescado vai superar exportações até 2020

Apetite doméstico da China por pescado vai superar exportações até 2020

Importações totais de carnes bovinas, suínas e aves vão ultrapassar 6 milhões de toneladas em 2020; pescado será 10 vezes este volume

08 de maio de 2017

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A China vai continuar a liderar a lista dos principais importadores globais e puxará o crescimento do mercado de carnes bovinas, suína e de aves nos próximos anos. Essa é a conclusão do relatório recentemente publicado pelo Rabobank: “China’s Animal Protein Outlook to 2020”.

O banco estima que as importações totais de carnes, com exceção de peixes e frutos do mar, da China continental vão ultrapassar 6 milhões de toneladas em 2020. O volume pode ser ainda maior, já que boa parte das importações ocorre de maneira indireta e não oficial via Hong Kong e Vietnã. A carne suína representa metade do fluxo.

Só que o pescado deve representar 10 vezes mais este volume. De acordo com a OCDE, a China deve chegar a 2022, quando terá mais de 1,5 bilhão de habitantes, com um consumo de pescado superior a 45 kg per capita/ano. Isso exigirá um volume aproximado de 70 milhões de toneladas de pescado anuais.

A produção nacional de pescado na China deve alcançar 66 milhões de toneladas em 2020, segundo o plano quinquenal chinês divulgado em 2016. No ano passado, a China importou o equivalente a US$ 6,9 bilhões ao longo de 2016, mas vendeu ao exterior em torno de US$ 13,7 bilhões.

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Aos poucos, no entanto, o País vai deixar de ser o maior exportador de pescado do mundo para se tornar o maior importador, segundo o especialista em seafood do Rabobank, Gorjan Nikolik, afirmou recentemente.

Os custos crescentes de mão de obra e limitações produtivas devem segurar a produção e o processamento. Fontes consultadas pela Seafood Brasil estimam que um funcionário de uma indústria chinesa de pescado ganhe US$ 400 ao mês, enquanto há 5 anos recebia a metade.

As mesmas fontes relataram que o Brasil tem um custo médio de US$ 800 mensais por funcionário de uma planta frigorífica, o que já deixaria o País mais competitivo inclusive para exportar aos chineses.

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