Após 2018 melhor, CNC projeta crescimento do varejo em 5,8%

Após 2018 melhor, CNC projeta crescimento do varejo em 5,8%

08 de fevereiro de 2019

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A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) concluiu no balanço de 2018 que o varejo terminou o ano de forma positiva, com 8,1 mil novas unidades. E projeta crescimento de 5,8% no volume de vendas do setor para 2019, estimando que aproximadamente 23,3 mil novos estabelecimentos serão abertos no varejo neste ano.

O saldo positivo entre aberturas e fechamentos de lojas com vínculos empregatícios formais no varejo do País interrompeu uma sequência de três anos no vermelho. De acordo com a publicação, entre 2015 e 2017, o setor acumulou um fechamento líquido (fechamento de lojas neste exercício) de 223 mil estabelecimentos comerciais por causa da recessão.

Para a CNC, a inflação abaixo da meta, redução dos juros ao consumidor, reação do mercado de trabalho e até a disponibilização de recursos extraordinários para o consumo através, por exemplo, da liberação dos saques nas contas do PIS/Pasep ofereceram condições mínimas para o crescimento do consumo e, consequentemente, contribuíram no aumento real das vendas do setor.

Conforme informou o estudo, o avanço de 5,3% no volume de vendas de janeiro a novembro em 2018 marcou a consolidação da recuperação da área, e também de outro ponto importante: o nível de ocupação.

A entidade declarou que, de acordo com a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) - na última crise econômica iniciada em 2014 -, as vendas caíram 1,7% em relação a 2013. Nos dois anos seguintes, o quadro só teria piorado, com perdas de faturamento no comércio de 8,6% e 8,7%, respectivamente.

Conforme o balanço, como consequência das quedas nas vendas em 2015 e 2016, o comércio varejista encerrou 351,3 mil postos formais de trabalho.

[caption id="attachment_10635" align="alignnone" width="670"] Tabela extraída do balanço de lojas/varejo 2018 da CNC[/caption]

Já em 2017, o documento aponta que foram geradas 32 mil vagas formais naquele ano. E o número teria dobrado em 2018 quando foram criadas 71,6 mil vagas formais – melhor resultado desde 2014 (154,4 mil).

A reversão da tendência de fechamentos das lojas vista no ano retrasado já indicava a recuperação da atividade do varejo. Naquele ano houve registro do primeiro crescimento real das vendas em três anos, o que voltou a gerar postos de trabalho.

Segundo os resultados do estudo, a inclinação no saldo de abertura de lojas é avaliada como consequência da reativação do nível de atividade no varejo. De acordo com a CNC, houve uma “defasagem de pelo menos seis meses entre o aumento contínuo do faturamento e a concretização significativa dos investimentos em novos pontos de venda”.

A instituição revela que os hiper e supermercados tiveram melhor saldo (4.510), seguidos pelas lojas de utilidades domésticas e eletroeletrônicos (1.747) e depois pelas drogarias, farmácias e lojas de cosméticos (1.439).



A análise ressalta que, à exceção dos segmentos de móveis e eletrodomésticos (-176) e de materiais de construção (-926), os demais ramos em 2018 abriram mais pontos de venda do que fecharam.

Para o cenário nacional, os resultados do documento mostram que a reação do setor se difundiu: em 15 das 27 unidades da Federação foram registradas mais aberturas do que fechamentos de estabelecimentos comerciais.

São Paulo (+3.883), Santa Catarina (+1.706) e Minas Gerais (+940) foram os Estados que mais se destacaram. Porém no Rio de Janeiro – responsável por 9% tanto do faturamento quanto da força de trabalho do varejo brasileiro – foi negativo (-997). Ainda assim, a instituição ressalta que nessa unidade da Federação o fechamento líquido de lojas com vínculos empregatícios foi 83% menor do que o saldo de 2017 (-5.971).

Soluções tecnológicas na NRF 2019

A edição de 2019 da NRF Retail’s Big Show - evento que reúne nos Estados Unidos as últimas novidades para varejista - juntou marcas e empresas para apresentar os novos rumos que a tecnologia oferecerá ao setor.

Conforme informou o Blog da APAS Show, a NCR Corporation (empresa de soluções omnicanal) esteve presente e apresentou novidades que prometem um varejo mais competitivo, através de serviços de consultoria, software, hardware, suporte e iniciativas voltadas para a melhoria dos pontos de venda e experiência de compra.

De acordo com o canal, a empresa levou uma solução para lojas baseada em nuvem e soluções de pagamentos integradas. “Queremos ajudar os varejistas a administrarem suas lojas com mais eficiência, a criar experiências excepcionais aos consumidores e competir com os disruptores on-line”, disse David Wilkinson, vice-presidente sênior e gerente geral da NCR Retail.

Segundo o blog, um dos principais aprendizados dos executivos brasileiros na NRF foi a “importância do propósito, da experiência de compra e da diferenciação”. Estas seriam características necessárias para empresas se destacarem no mercado. “Um líder empresarial é o guardião do propósito”, comentou Flávio Rocha, fundador da Riachuelo.

Já para a presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza, Luiza Helena Trajano, a digitalização do varejo físico deve ser a missão das empresas. “Somos reconhecidos como uma empresa presente no digital e no off-line. Hoje sabemos que onde existe uma loja física nossa, vendemos mais pela internet”, pontuou.

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