Aquicultura crescerá mais de 10% em 2019, garante PeixeBR

Aquicultura crescerá mais de 10% em 2019, garante PeixeBR

19 de março de 2019

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São boas as expectativas para o desenvolvimento da aquicultura neste ano, com expansão acima de 10%, de acordo com o presidente executivo da Associação Brasileira de Piscicultura (PeixeBR), Francisco Medeiros.

A análise do balanço dos dados apresentados no Anuário PeixeBR da Piscicultura em 2019 mostra crença na manutenção do crescimento: "Ela deve continuar crescendo acima de 10% e apesar dos problemas do ano anterior, os principais players nacionais devem continuar com o pé no acelerador, seja em povoamento ou em processamento", comentou.

A tilápia cresceu praticamente 12% e elevou os números gerais de produção que movimentou o mercado: "Teve consumidor comendo mais peixe, especificamente tilápia, e isso é algo que a gente tem que comemorar."

Medeiros explicou que, apesar de o ano passado ter sido ruim para muitos produtores, principalmente de peixes nativos, também foi positivo para muitos empreendimentos e essa ascensão dificilmente será interrompida: "As empresas continuam ampliando sua capacidade. É uma sinalização de que não iremos reduzir essa taxa e teremos um crescimento superior ao período de 2018, exceto que aconteça algum fator externo, como por exemplo no ano passado com a greve nacional dos caminhoneiros", declarou.

Sobre o decréscimo de 4,7% no resultado dos peixes nativos que têm Rondônia, Roraima, Pará, Maranhão e Mato Grosso como maiores produtores, Medeiros declarou que cada local apresentou um motivo específico para seu declínio de desempenho.

Nos casos de Mato Grosso e Rondônia que tiveram queda de produção no ano passado, o presidente disse que 2017 já havia sido ruim para os peixes nativos nesses Estados e isso resultou na queda de reposição do ano seguinte. "Hoje a gente tem uma menor quantidade de peixes porque o mercado do ano anterior foi ruim, os produtores colocaram menos alevinos", falou.

Ele ainda citou a salmonella como um dos motivos que provocaram a queda da categoria: "Em algumas situações, especificamente de peixes redondos, a gente identificou alguns casos de salmonelose. Como medida de controle em alguns momentos o produtor precisou fazer uma redução na comercialização e do próprio povoamento", explicou.

Para se recuperar neste ano, o presidente acredita que a categoria precisa aprender com os erros: "Têm regiões em que o produtor não deve dobrar, ele precisa reduzir um pouco e analisar melhor o mercado para fazer o seu povoamento. E é isso que fica como uma boa sinalização da crise que a gente teve no ano passado", finalizou.

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