Brasileiros pagaram mais caro no kg do pescado importado em 2018; Exportação para UE faz um ano de suspensão

Brasileiros pagaram mais caro no kg do pescado importado em 2018; Exportação para UE faz um ano de suspensão

17 de janeiro de 2019

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Dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviço (MDIC) indicam que os brasileiros pagaram mais pelo quilo do pescado importado em 2018. Na média, o quilo custou US$ 3,75, ou seja, US$ 0,36 mais caro do que no ano anterior. Com o preço em alta, a receita total da importação anual caiu. O US$ 1,26 milhão gasto representa uma queda de 3,97% em comparação ao US$ 1,31 milhão de 2017.

Só no primeiro trimestre do ano passado, desembolsamos cerca de US$ 397.621.474 com a atividade. Mas o que chamou a atenção foi a redução de 14,5% sobre o mesmo período de 2017. Um valor bem inferior aos US$ 424.001.365 do ano retrasado.

Embora os primeiros três meses tenham tido comportamento similar nas importações, após o mês de abril os números despencaram. Entretanto, as festas do final de ano não decepcionaram e esquentaram outra vez o mercado. A procura do pescado gerou um dispêndio de US$ 352.474.982 apenas no último trimestre, o que empurrou os números para cima.

Já as preparações e conservas de peixes mostraram alta considerável: foram gastos US$ 66.526.323 em 2018, o que contrasta com o valor total de US$ 57.717.083 apurado no ano anterior.

Apesar de o ano passado ter sido difícil para as empresas nacionais, as exportações de pescado no País estiveram na contramão das importações. Ao longo do ano permaneceu o impasse com a União Europeia (UE), mas ainda assim os números aumentaram 0,07%, indo de US$ 233,64 milhões em 2017 para US$ 250,66 milhões em 2018.

O mercado exportador também viu o preço médio dos produtos oscilar muito no ano passado. No mês de maio, por exemplo, o quilo do pescado exportado chegou a custar US$ 4,62, porque na pauta não constava lagosta. Julho foi a época com os valores mais elevados, na qual o quilo foi vendido a US$ 9,76 e com a lagosta reintroduzida em diferentes mercados que não o europeu.

Nos meses seguintes a balança continuou oscilando. A média anual foi de US$ 6,52 o quilo e a redução foi de aproximadamente US$ 0,45, comparada à média do mesmo período no ano retrasado.

No ano anterior foram importadas 339.465.792 quilos de pescado que representam queda de 11,52% aos 383.652.195 quilos em 2017.

 

Um ano da suspensão de exportação do pescado para UE

O começo de 2019 representou um ano da suspensão do envio de pescado brasileiro à UE. A paralisação foi decisão do Ministério da Agricultura Brasileiro (Mapa) após um relatório da UE que alertava para inadequação do Brasil às regras impostas para o envio de pescado aos países europeus.

De acordo com o Portal NSC Total, a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) estima que o Estado deixou de movimentar mais de US$ 11 milhões com a exportação de ovas de tainha, peixe-sapo e atum. O jornal digital observa que o número indicado leva em consideração apenas o prejuízo avaliado no primeiro semestre e que a entidade ainda não teria calculado os valores de julho a dezembro de 2018, o que a faz acreditar em um déficit ainda maior.

Grande parte do pescado catarinense enviado ao exterior vem de Itajaí, mas conforme declarou o portal, câmaras frias estão lotadas de ovas de tainha, quase 200 toneladas da iguaria que não foram vendidas por falta de mercado, já que países como Itália e Espanha eram grandes consumidores do produto. “Não há mercado para isso tudo”, disse o sócio da Bottarga Gold, Cassiano Fuck, à NSC,. A empresa exporta ovas in natura e processadas, em Itajaí.

A empresa de Fuck precisou comprar dos armadores 60% menos ovas do que nos anos anteriores. E enviou a produção para Taiwan por um preço 30% mais baixo do que o habitual.

Mas os reflexos da suspensão foram sentidos bem antes. Em agosto do ano passado, a Folha de São Paulo já havia informado que indústrias nacionais de pescado estavam fechando fábricas. Na Paraíba, por exemplo, a Prime Seafood encerrou uma unidade com 120 funcionários e afetou mais de 500 fornecedores indiretamente.

Na época o sócio-diretor, Eduardo Lobo Naslavsky, lamentava a perda operacional que estava em torno de US$ 4 milhões (R$ 15 milhões). Recentemente, Lobo informou que a unidade deixou de exportar cerca de US$ 20 milhões em 2018.

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