Camarão do Ártico quer entrar na briga pelo mercado nacional

Camarão do Ártico quer entrar na briga pelo mercado nacional

11 de fevereiro de 2019

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No final do ano passado a notícia de que o atual presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, derrubou a liminar que proibia a importação de camarão vannamei do Equador, gerou polêmica entre os produtores nacionais e importadores, além de provocar uma corrida das empresas estrangeiras ao registro de rótulos e dos importadores à emissão de Licenças de Importação (LIs).

A Polar Seafood - uma das maiores empresas pesqueiras na Groenlândia - pretende entrar na briga, a cada dia mais concorrida, pela importação de camarão no Brasil. A companhia conseguiu registro no Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa) para quatro itens com camarão do Ártico (Pandalus borealis): pré-cozido congelado, congelado sem cabeça, congelado descascado e congelado eviscerado. 

A conquista dos registros foi obtida em "apenas um ano", fator de surpresa para Thomas Holmstrup, gerente de vendas, que acreditava em trâmites burocráticos mais lentos. "Sempre buscamos novas oportunidades e o Brasil tem um grande potencial, especialmente agora com a proibição de importação de camarões removida,’’ disse o executivo, para quem é interessante a enorme presença de japoneses que moram no País.

O executivo não acredita em competição direta com o vannamei nacional ou até do Equador. “Primeiro temos camarões selvagens e operamos em tamanhos menores e, o mais importante, nosso camarão tem um sabor doce mais delicado”, garantiu. “O nosso camarão ártico de água fria é capturado ao largo da costa da Groenlândia, leva cerca de 4 anos para chegar ao tamanho de 90/120 (peças/kg). 

Ele ainda informou que o produto também passa por uma análise de riscos de importação. "Este tipo de análise é padrão dentro do sistema veterinário dinamarquês e, portanto, não é um problema para nós".

Segundo Holmstrup, o principal mercado da Polar Seafood para o camarão ártico de água fria está na Europa, Escandinávia, Rússia, China e Japão. “A China se tornou nosso maior cliente com 4.500 toneladas/ano, seguida pela Escandinávia com 4.000 toneladas/ano. Nossa fábrica russa agora leva 3300 toneladas/ano", revelou.

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