Especial PPM 2017: produção aquícola cai 5,7% com mancha branca e piscicultura em baixa no Amazonas

Especial PPM 2017: produção aquícola cai 5,7% com mancha branca e piscicultura em baixa no Amazonas

Piscicultura cai 2,6% em 2017, mas carcinicultura despenca 21,4% e prejudica desempenho global da aquicultura no Brasil

27 de setembro de 2018

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O volume total da produção aquícola (peixes, moluscos e crustáceos) no Brasil caiu 5,67% em 2017 ante o ano anterior, segundo a mais recente edição da Pesquisa Pecuária Municipal (PPM) - publicação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada nesta quinta-feira (27/09).

O desempenho negativo foi puxado por uma queda acentuada da carcinicultura, que saiu de 52,1 mil toneladas produzidas em 2016 para 40,9 mil toneladas no ano passado. A Associação Brasileira dos Criadores de Camarão (ABCC) já havia soltado balanço que apurou 65 mil toneladas produzidas em 2017 e 60 mil toneladas em 2016.



A mancha branca e seus reflexos continua a ser apontada como a causa da queda de 21,4% e, na avaliação do IBGE, inverteu a liderança dos Estados produtores. Rio Grande do Norte passou a liderar com 37,7% da produção nacional, enquanto o Ceará ficou com 28,9%. 

o volume de produção nacional da piscicultura caiu 2,6% em 2017 ante o ano anterior, para 485,2 mil toneladas, motivada em grande parte pela forte diminuição da produção na Região Norte, que deixou de liderar o ranking no estudo do IBGE.

O indicador contrasta com a pesquisa da Associação Brasileira da Piscicultura (PeixeBR), que mostrou variação de 7,99%. Na visão do presidente executivo da entidade, Francisco Medeiros, a disparidade se deve a fatores como a metodologia de captação de dados do IBGE e o receio de retaliação a produtores pela informalidade.

"Temos Estados em que produtores conhecidos têm produção superior aos dados do IBGE. Vai demorar um pouco até que o produtor tenha confiança no fornecimento destes dados." Segundo ele, a omissão se deve ao receio de fornecer dados que, por vias jurídicas, podem expor fragilidades no licenciamento da propriedade.

No gráfico abaixo, a área entre a linha azul (dados do IBGE) e a linha vermelha (PeixeBR) dão uma dimensão do volume da subrepresentação da PPM:



Na PPM, os dados são obtidos pelo IBGE por meio de consulta a entidades públicas e privadas, produtores, técnicos e órgãos ligados direta ou indiretamente à produção, comercialização, industrialização, fiscalização, fomento e assistência técnica à agropecuária. A unidade de investigação da pesquisa é o município.

Se na maior parte do País os dados estão aquém do levantamento da PeixeBR, há exceções, como os casos de Alagoas, Pernambuco e Minas Gerais, cujo volume é superior ao levantado pela entidade. Há casos de muita diferença, como Amazonas: o IBGE registrou apenas 7.570 toneladas, enquanto a PeixeBR calculou 28 mil toneladas. 

Confira no infográfico abaixo estes e outros destaques da PPM 2017:

Clique nos ícones dos produtos aquícolas para ver os dados de produção da piscicultura, carcinicultura e mitilicultura de 2017 nos Estados. Veja ainda quais são os 20 municípios que mais produzem peixes, camarões, ostras e mexilhões, clicando nos ícones de estrela.

Elaboração: Seafood Brasil
Fontes: IBGE (Pesquisa Pecuária Municipal 2017) e PeixeBR (apenas piscicultura)

 



 

 

 

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