Estudo alega sumiço do pirarucu no Pará

Estudo alega sumiço do pirarucu no Pará

14 de agosto de 2014

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Crédito da imagem: tab2_dawa


Estudo, publicado no periódico Aquatic Conservation: Freshwater and Marine Ecosystems e coordenado pelo brasileiro Leandro Castello, professor da Faculdade de Recursos Naturais e Meio Ambiente da Virginia Tech, nos Estados Unidos, especialista em ecologia e conservação da pesca na Amazônia, diz que o pirarucu já não é encontrado em algumas comunidades do Pará, onde sua exploração é feita de forma predatória.


A pesquisa entrevistou 182 pescadores em 81 comunidades e trouxe resultados como: o pescado está extinto em 19% das comunidades, ameaçado de extinção em 57% delas e super-explorado em 17%. Outro ponto é que, entre as comunidades estudadas, apenas 27% seguem regras de manejo para a pesca sustentável.


“Como o pirarucu é a maior espécie nos rios da Amazônia, ele acaba sendo capturado pelas redes usadas para pescar qualquer outra espécie. Com a população já escassa, essa pesca acidental ameaça gravemente a preservação da espécie, principalmente com a pesca de exemplares juvenis ", afirmou Castello em entrevista ao Estadão. 


No Pará, onde a pesquisa é realizada há cinco anos, não existe a restrição a pesca do pirarucu, apenas regras relativas ao tamanho mínimo e ao período defeso. “A pesquisa deixa claro que as populações de pirarucu estão sofrendo processos de extinção local por falta de um programa de manejo como o que existe no Amazonas”, continua Castello.


Segundo ele, no Amazonas, várias populações com risco de extinção se recuperaram graças ao manejo sustentável. O Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) tenta implantar um programa semelhante na região de Santarém, segundo Castello.  “O principal obstáculo para isso tem sido a falta de apoio do governo estadual, que foi fundamental no caso do Amazonas”, termina o pesquisador em entrevista ao Estadão.

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