Salmão do Alasca volta para a MSC e terá dupla certificação em 2015

Salmão do Alasca volta para a MSC e terá dupla certificação em 2015

Em torno de 70% das indústrias que pescam e processam o salmão selvagem do Alasca entraram em acordo para retomar a certificação da Marine Stewardship Council (MSC) já na safra deste verão, conforme foi anunciado em 10 de abril em Seattle (EUA). A decisão reverte a política adotada desde 2010 pelos empresários de certificar o pescado apenas na norma RFM (veja mais detalhes desta norma aqui).

13 de abril de 2015

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Em torno de 70% das indústrias que pescam e processam o salmão selvagem do Alasca entraram em acordo para retomar a certificação da Marine Stewardship Council (MSC) já na safra deste verão, conforme foi anunciado em 10 de abril em Seattle (EUA). A decisão reverte a política adotada desde 2010 pelos empresários de certificar o pescado apenas na norma RFM (veja mais detalhes desta norma aqui).

Conforme apurou o portal Seafoodnews.com, Ocean Beauty, Peter Pan, Trident, Icicle, Alaska General Seafoods, Leader Creek e North Pacific Seafoods, Kwikpak Fisheries LLC, Triad Fisheries e Yukon Gold se juntaram a Copper River Seafoods, Silver Bay, Double E Foods, 10th & M e outros pequenos produtores para desembarcar e processar salmão capaz de receber a certificação da MSC para a cadeia de custódia.

O debate sobre os padrões de certificação tomou grandes proporções nos últimos anos e a Seafood Brasil presenciou uma das discussões calorosas a respeito na última feira Conxemar, em Vigo (Espanha). Em painel sobre a certificação no Congresso Mundial do Camarão, alguns representantes da indústria e de outras certificadoras falaram em tom crítico sobre o domínio do mercado pela MSC.

As críticas a um suposto monopólio da certificação pela MSC parecem ter surtido efeito, na visão do Seafoodnews.com, por conta da adesão total da empresa ao Global Sustainable Seafood Initiative (GSSI), que luta desde fevereiro de 2013 por mais transparência no segmento e aos poucos se torna o padrão global de referência para os demais programas.

Por outro lado, o próprio programa nativo do Alasca, o RFM, vai passar por adaptações para se integrar totalmente aos princípios definidos no GSSI, que também são baseados no Código de Conduta de Pescarias Responsáveis da FAO. Varejistas no mundo todo estão cada vez mais aceitando o GSSI como referências para seus programas de pescado sustentável.

“Esta decisão é baseada no reconhecimento de que tanto o mercado do salmão quando o panorama da certificação mudaram nos últimos anos", disse ao portal Stefanie Moreland, diretor de relações governamentais e sustentabilidade do pescado da Trident Seafoods. “Hoje existe um mercado crescente para múltiplas certificações, escorado no progresso significativo em estabelecer um padrão global para programas de certificação.”

Previsões recordes para 2015

A novidade ganha mais importância ainda por conta das projeções recordes para a captura do salmão na temporada de 2015. As estimativas são altamente otimistas: fala-se nos maiores volumes em 50 anos. Com isso, já existe uma perspectiva do mercado de queda importante nos preços o que, por outro lado, abre oportunidade para os importadores de salmão selvagem de trabalhar mais a introdução do pescado nos canais nacionais.

Em 2014, a captura do salmão chegou a 157 milhões de exemplares, 19% acima da previsão. Isso ocorreu por conta de resultados melhroes do que os esperados na pesca do sockeye, coho e rosa, que ofuscaram o desempenho ruim do keta. A captura do sockeye bateu a previsão em 34%, enquanto o coho e o salmão rosa excederam as expectativas em 40% e 28%, respectivamente.

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