Sardinha entra em período de defeso e preço deve subir

Sardinha entra em período de defeso e preço deve subir

05 de novembro de 2013

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Desde o dia 1 de Novembro, o Governo Federal decidiu proibir a pesca de sardinha ( Sardinella brasiliensis) na área costeira de Macaé e Rio das Ostras, no Estado do Rio de Janeiro para garantir a reprodução. O período, conhecido como defeso, é muito importante para a reprodução.


Segundo o secretário de Pesca, José Carlos Bento, a lei federal protege a espécie e, para não prejudicar os pescadores, estabelece cotas para esse período. No entanto, apenas 80 barcos, em todo o Brasil, têm liberação para pescar a sardinha nesses quatro meses. "A cidade de Macaé não é contemplada com essa cota, pois aqui só existe a pesca artesanal", afirmou José Carlos ao Diário de Macaé.


De acordo com a lei de crimes ambientais (lei 9.605/98), quem for pego pescando durante esse período sem permissão pode pagar multa, ser preso por crime ambiental, ou ambas as penas cumulativamente. No caso de multa, o valor varia entre R$ 700 e R$ 1.000, com acréscimo de R$ 20 por quilo ou fração do produto da pescaria.


 

Preço em alta

Fora do período do defeso, o quilo da sardinha custa em torno de R$ 10. Já durante a proibição de pesca da espécie, o valor pode subir até 20%. "O preço aumenta, porque o nosso custo também aumenta. Durante o defeso, o preço de meia caixa, com 15 quilos de sardinha, chega a custar R$ 60", contou a comerciante Cátia ao Diário de Macaé.

A sardinha é um dos peixes mais consumidos na região de Lagos do Rio de Janeiro. De acordo com os dados fornecidos pela Fundação e Instituto de Pesca do Rio de Janeiro ( Fiperj ) , em 2011 cerca de 7.000 toneladas de sardinha foram capturadas em Cabo Frio, enquanto durante apenas o primeiro semestre de 2013, um lote de 4.453 toneladas foi capturadas.

O período de defeso da sardinha está aumentando. O motivo seria proteger o recurso que já é muito explorado, por isso o governo ordenou a proibição cinco meses por ano.  Em um esforço para colaborar com a indústria de conservas e atender à menor oferta do peixe, vários especialistas da Empresa de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) começaram a investigar outras espécies para substituir o peixe.

Nova sardinha no mercado?

Neste quadro, o Seafood Brasil divulgou que em agosto o Ibama anunciou o desenvolvimento do projeto matrinxã ( Brycon cephalus ), como alternativa a sardinha na indústria de conservas de peixe.

Diego Neves, que coordena o projeto com a pesquisadora Patricia Mochiaro, ambos da Embrapa Pesca e Aquicultura, em Palmas, explicou ao Portal Fis: "é um projeto abrangente que irá analisar a viabilidade econômica da produção, a aceitação do mercado consumidor, os processos tecnológicos da matrinxã e a transferência de boas práticas para os agricultores interessados ??em produzir as espécies ".

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