Sofia 2018: projeções em consumo e produção

Sofia 2018: projeções em consumo e produção

Foram 9,0 kg per capita registrados em 1961 e 20,2 kg per capita em 2015, em uma taxa média de expansão de 1,5% por ano

13 de julho de 2018

arroba publicidade
Entre 1961 e 2016, o crescimento do consumo de pescado em todo o mundo foi de 3,2% e superou o crescimento populacional (1,6%) e o aumento do consumo de carne de animais terrestres combinados (2,8%).

Foram 9,0 kg per capita registrados em 1961 e 20,2 kg per capita em 2015, em uma taxa média de expansão de 1,5% por ano. As estimativas preliminares para 2016 e 2017 apontam um crescimento futuro de para 20,3 kg per capita e 20,5 kg per capita, respectivamente.

Em 2015, o pescado respondeu por 17% de toda a proteína animal consumida no mundo. Além disso, forneceu para aproximadamente 3,2 bilhões de pessoas quase 20% da sua ingestão diária de proteína animal.

Apesar dos níveis relativamente baixos de consumo de peixe, pessoas em países desenvolvidos tem uma porcentagem maior de consumo de proteína de peixe em suas dietas do que aquelas em países desenvolvidos.

O maior consumo per capita do pescado, acima de 50 kg, é encontrado em algumas ilhas em desenvolvimento, particularmente na Oceania, em contraste aos níveis mais baixos, acima de 2 kg, na Ásia Central e em alguns países sem conexão com recursos aquáticos.



O pescado é um dos itens mais comercializados em todo o mundo atualmente. Em 2016, em torno de 35% da produção mundial foi exportada em diversas formas para usos alimentícios ou não. Os 60 milhões de toneladas de pescado em peso vivo exportado em 2016 representam um aumento de 245% sobre 1976.

A corrente de negócios também cresceu exponencialmente, segundo a FAO. As exportações saíram de US$ 8 bilhões em 1976 para US$ 143 bilhões em 2016. Nos últimos 40 anos, a taxa de crescimento das exportações de países em desenvolvimento foi significativamente mais rápida que em países desenvolvidos.

Acordos regionais de comércio colaboraram com este cenário, já que o fluxo regional de pescado cresceu mais rápido que os fluxos externos. Em 2016, o comércio cresceu 7% sobre o ano anterior e o crescimento econômico de 2017 fortaleceu a demanda e os preços, aumentando ainda mais a receita de exportações de pescado em 7% para US$ 152 bilhões.

A China segue como o maior exportador de pescado desde 2002, embora o ritmo de crescimento tenha diminuído. Depois dos chineses, a Noruega, Vietnã e Tailândia são os maiores exportadores. A União Europeia representa o maior mercado único para pescado, seguido pelos Estados Unidos e Japão. Em 2016, estes três mercados combinados representaram aproximadamente 64% da receita total de importações de pescado e subprodutos. 



Projeção para 2030

O Sofia 2018 traz ainda uma projeção da expansão da produção aquícola e pesqueira para 2030. Embora não tenha dados oficiais há anos, o Brasil faz parte deste levantamento, cujos critérios obedecem a uma metodologia criada pela FAO.

O modelo estima a evolução potencial da demanda de pescado de um país por sua renda estimada e crescimento populacional, ignorando a possibilidade de mudança de preços de pescado. Já a oferta é projetada em um horizonte de cinco anos assumindo que a produção aquícola do país seguirá a tendência dos últimos cinco anos e a captura permanecerá estável.



Este é um especial de quatro matérias sobre a versão 2018 do relatório State of The World Fisheries and Aquaculture (Sofia), publicado a cada dois anos pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO/ONU). Leia mais aqui no site Seafood Brasil e no 4º Anuário Seafood Brasil, cuja veiculação ocorrerá em agosto.

Baixe aqui a versão completa do Sofia 2018 em PDF (inglês e espanhol)

Baixe aqui o resumo do Sofia 2018 em PDF (inglês e espanhol)

Acesse aqui o site oficial do Sofia 2018.

aquicultura, Brasil, Chile, China, exportação, FAO, pesca, pescado, pesquisa, sustentabilidade, União Européia, Vietnã

 
BaresSP publicidade 980x90 bares
 

Notícias do Pescado

 

 

 
SeafoodBrasil 2019(c) todos os direitos reservados. Desenvolvido por BR3