TecnoCarne 2015 mostra interesse crescente em tecnologia para processar pescado

TecnoCarne 2015 mostra interesse crescente em tecnologia para processar pescado

Feira registra clima de retomada de investimentos em tecnologia para o processamento de proteínas animais

21 de agosto de 2015

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A 12ª TecnoCarne & Leite se encerrou na semana passada (foi realizada entre 11 e 13 de agosto) em clima de retomada de investimentos em tecnologia para o processamento de proteínas animais, apesar do momento econômico adverso. "A crise existe, mas vai passar. Quem olhar para o curto prazo enxerga somente a crise. Porém, quem olha para o médio e longo prazo, diante da crescente demanda da população mundial por proteína animal e do potencial que existe, sabe que precisa continuar investindo para aprimorar os processos na indústria", disse na abertura do evento o presidente da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), Péricles Salazar.

Já o diretor-geral do Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL), Luis Madi, ressaltou a oferta de tecnologia disponível na feira. Também aproveitou para dizer que os próximos 10 anos terão como característica uma busca por saudabilidade e bem-estar, sensorialidade e sustentabilidade e ética. "São esses os desafios de quem pesquisa e quem produz: fornecer alimentação saudável, saborosa, que seja possível de ser conservada e produzida de forma correta para a crescente população urbana", disse.

As características inerentes ao pescado se encaixam no cenário projetado por Madi e é por isso que, entre as mais de 500 marcas expositoras da feira, diversas apresentaram soluções exclusivas para peixes e frutos do mar. A Branco Máquinas foi umas das que levou apenas soluções exclusivas para a cadeia produtiva do pescado, da produção ao frigorífico. "Nosso lançamento é uma descouradeira de pequeno porte, para pesque-pagues e pequenos abatedouros", contou o engenheiro da empresa Joaquim Ferreira. O stand ainda apresentou descouradeiras para grandes volumes, uma máquina de sucção de peixes (fish pump), uma classificadora e uma despolpadeira. De acordo com Ferreira, o estande recebeu muitos contatos, inclusive investidores estrangeiros que pretendem iniciar projetos de piscicultura no Brasil.

A Bettcher foi outra empresa que registrou diversas visitas do segmento. "Este é um mercado emergente para nós. Eram poucos clientes, agora a procura aumentou bastante", relatou Tarcísio Barbosa, gerente de vendas. Ao lado do responsável pelas vendas técnicas do sudeste, Wlademir Fernandes, ele antecipou que a empresa está com alguns desenvolvimentos de maquinário sob demanda de empresas do setor, mas não quis dar mais detalhes.  Comentou, no entanto, que os trimmers da empresa atraem quem processa tilápia, cação ou salmão.

A mudança no hábito do consumidor como fator indutor da expansão do agronegócio do pescado foi o destaque de Joelson Galvão da Luz, sócio da Usinox, que já forneceu embaladoras e outras máquinas para empresas como a Dell Mare, Potiporã, Lagubras e Frumar. "Na Frumar montamos a linha completa, com embaladora, chegada e saída automatizada, além de balanças em parceria com outras empresas". Segundo ele, este é um mercado aberto, com possibilidade muito grande de crescimento. "Estamos sentindo que o mercado começa a criar corpo. O consumidor cuida de comer melhor e isso expande os negócios. Todos querem modernizar suas plantas", apontou.

Confira a cobertura completa de toda a tecnologia ofertada para o processamento do pescado na TecnoCarne na edição #11 da revista Seafood Brasil.

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