Varejo se prepara para alta procura de pescado na Semana Santa

Varejo se prepara para alta procura de pescado na Semana Santa

Redes tradicionais programam campanhas, projetam aumento de vendas e maior sortimento; variação de preços assusta na PB, enquanto AM organiza feirão popular

29 de março de 2019

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Chegou a época em que o varejo do pescado mais comemora. E as redes indicam uma comemoração superior à do ano passado. "Estimamos crescimento significativo nas vendas em comparação com o mesmo período do ano passado", indica Rodrigo de Mattos Teixeira, diretor de peixaria do Carrefour Brasil. 

O porta-voz prefere não apontar uma cifra de crescimento, espera bastante movimento em produtos de consumo sazonal, como o bacalhau, com uma mudança no padrão de consumo. "Para o período da Quaresma, Carrefour tem visto uma migração significativa do consumo de bacalhau seco salgado para o de bacalhau dessalgado congelado. Devido à maior procura, estamos prevendo também o aumento do sortimento desta categoria", explica.

Teixeira também pretende diversificar a oferta. "Atualmente, Carrefour dispõe de 45 tipos de pescado fresco e mais de 30 tipos de congelados em suas lojas, com destaque para espécies brasileiras. O Carrefour tem boas perspectivas para a Quaresma deste ano, quando o sortimento de pescados e frutos do mar será reforçado."

A rede quer aproveitar a data para divulgar o estudo conduzido pelo programa Seafood Watch, do Monterey Bay Aquarium. "Importante pilar do movimento Act For Food, o estudo tem o objetivo de mapear a nossa cadeia de fornecimento de pescado e identificar oportunidades para garantir a sustentabilidade de todo o processo de criação e pesca."

Em redes regionais, também há boas expectativas baseadas no ano passado. Segundo Marcelo Leite, gerente comercial de pescado da rede Mundial, no Rio de Janeiro, a retrospectiva sobre as datas anteriores mostra aumento nas vendas. “Nos últimos anos notamos um acréscimo em torno de 15% a 20% no consumo de peixes durante a Quaresma comparado aos meses normais, e esse acréscimo pode ser entendido tanto pela procura maior do consumidor como pelo aumento do número de ofertas.”

A tilápia fresca, anchova, corvina, e os peixes congelados como filé de salmão, filé de merluza, filé de polaca, camarão e polvo inteiro português são as apostas do Mundial durante o período.

O Assaí vai focar mesmo no bacalhau. Seja na opção congelado ou desfiado, a projeção da rede é de um incremento de vendas de 15% só para esse produto. O Wal-Mart prepara uma decoração específica para a data e lançamento de produtos para o público de menor renda.

Data estimula pesquisa de preços e campanhas

Na Paraíba a Procon-PB divulgou o resultado da pesquisa de preços do pescado para a Semana Santa. Conforme o Portal Correio a diferença de valor do kg do peixe nos estabelecimento pesquisados está em quase R$ 60. No Mercado de Peixe de Tambaú, a pescada amarela custa cerca de R$ 30, já no Carrefour – Bessa em torno de R$ 89,99 - uma variação de 199,97%.

A pesquisa foi realizada em 15 locais com preço de 83 itens, entre peixes (filé, inteiros e em postas), camarão (de viveiro e do mar, com e sem casca) e frutos do mar. Dos tipos de camarões levantados, o vannamei sem casca apresentou a maior diferença: R$ 45,00. O kg do bacalhau do Porto variou entre R$ 64,90 e R$ 109, enquanto e a tilápia pôde ser encontrada de R$ 28 a R$ 63,32 nos estabelecimentos pesquisados.

Confira a pesquisa completa aqui.

No Amazonas, o governo do Estado organizará mais uma edição do Feirão do Pescado. A tabela de valores para a comercialização do pescado foi estabelecida em reunião entre a Agência de Desenvolvimento Sustentável (ADS), os pescadores, piscicultores e frigoríficos, segundo o governo.

O evento, programado para 16 de abril, terá como destaques: curumim de cativeiro custará R$ 10, o tambaqui médio a partir de R$ 8,50; o grande R$ 9,90 e acima de 5,01 kg sairá por 12,90 e para a matrinxã o preço será R$11,90. Outras espécies como o pirarucu, jaraqui, sardinha e pacu também entram na lista.

Como vender mais?

Para o consultor de varejo, Marco Quintarelli, a sugestão dele para todos os formatos é a mesma: focar em duas vertentes pensando em diferentes públicos.

O primeiro rumo é oferecer alternativas de espécies para todos os bolsos: “A variedade com um sortimento de itens populares (peixes mais baratos) e os mais nobres faz com que você atenda a um universo de público mais amplo e não deixe de atender nenhuma faixa de renda”, declarou.

E o segundo se baseia no serviço: “Tanto no atendimento do balcão, com limpeza, e preparação do produto (filetar e postear), quanto a disponibilidade do produto congelado no Ponto de Venda (PVD).”

E o terceiro é estender para além da data comemorativa. “Assim, com uma atenção diferenciada neste período de Quaresma (até pode e deve ser contínuo após a Páscoa), o seu negócio passa a ter 'referências' de um bom atendimento e resultado neste segmento”, finalizou.

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