Biopark auxilia para aquicultura 4.0 em Oeste do Paraná
Aquicultura

Biopark auxilia para aquicultura 4.0 em Oeste do Paraná

Oeste mantém os cinco municípios com maior volume de produção do estado

10 de junho de 2021

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O Biopark é um parque tecnológico 100% privado, localizado em Toledo, no Oeste do Paraná. Criado pelos empreendedores Carmen e Luiz Donaduzzi, o local busca transformar a região em referência nas áreas de pesquisa, inovação e geração de negócios.  O Biopark também abriga o maior número de tanques escavados para piscicultura comercial do Estado. A atividade impulsionada pela  inovação e tecnologia deixam a aquicultura 4.0 cada vez mais perto. 
 
O Paraná aparece entre os primeiros na produção de tilápias. Já o Oeste mantém os cinco municípios com maior volume de produção do estado. Por meio da oferta de incentivos para que empresas se instalem no local, o Biopark tem atraído negócios do setor agro que foquem em facilitar a vida no campo e melhorar a produtividade. 
 
Fundada em Marmeleiro, Sudoeste do Estado, a Fishtronics é uma das empresas de destaque na Biopark. A companhia oferece tecnologia para auxiliar produtores na tomada de decisão com base no levantamento de dados e automatização de tanques. “A riqueza no tratamento dos dados coletados é o que consideramos mais relevante para o produtor, para as cooperativas e todos os envolvidos no setor”, destaca Lindomar José Golon, fundador da empresa com a sócia Karla Fernanda Casiragui Golon. 
 
Com base nesses dados é possível ainda gerar uma economia de energia, um dos gargalos da atividade. “Os controles disponíveis até então forneciam apenas a informação do oxigênio e disparavam um alarme que ligava ou desligava o aerador. Nós fomos além, criamos níveis de oxigênio, portanto, não é necessário ligar todos os aeradores, o que impacta no consumo de energia elétrica na propriedade”, explica Lindomar. 
 
“Nós estamos prontos para a piscicultura e aquicultura 4.0 e o agricultor está se adaptando, assim como já acontece em outros processos, as novas tecnologias serão incorporadas ao trabalho no campo”, completou.
 
A solução da Fishtronics já está sendo utilizada no município de Palotina, pelo produtor Paulo Michelon, um dos maiores criadores de tilápia da região Oeste. “Somos pioneiros na implantação de novas tecnologias na piscicultura e estamos abertos a testar o que há de novo, pensando em desenvolver ainda mais a atividade na região. O consumo de peixes é uma tendência mundial na busca por uma alimentação mais saudável, por isso, acredito que o peixe só tende a crescer e a tecnologia vai nos ajudar a suprir essa demanda”, explica o produtor Paulo Michelon, que usa Fishtronics  em Palotina.
 
Outras soluções
 
O empreendedor Ailton Rodrigues, do Piauí, levou a sua solução com foco em auxiliar o produtor de peixe ou camarão na gestão do negócio, garantindo a redução dos custos sem a perda da qualidade. Com acesso por aplicativo ou computador, a plataforma de inteligência de dados permite acompanhar o fluxo de caixa e relatórios, além de indicadores como peso médio, ganho de peso diário, conversão alimentar, ração consumida, entre outros.
 
A empresa também atua com soluções para frigoríficos e cooperativas, com a plataforma integrada ao sistema dos produtores, os frigoríficos podem acompanhar o desenvolvimento dos peixes nos tanques, agendar e fazer as despescas, ter uma previsão de despesca para os próximos seis meses e ainda avaliar o rendimento da matéria prima.
 
Outra empresa que está no Biopark é a Aqua Insumos, que desenvolveu um aplicativo que permite ao usuário pesquisar e comparar preços de produtos e serviços fornecidos por empresas do ramo, além de efetuar negociações e compras – tudo dentro da mesma plataforma. “De forma fácil, na palma da mão, o produtor tem acesso a fornecedores de ração, medicamentos, oxigênio em pó, softwares, e uma série de produtos que são novidades no mercado”, explica Nilton Ishikawa.
 
A empresa surgiu em Londrina, mas atua principalmente na região Oeste. “Queremos derrubar as barreiras em busca de uma real aquicultura 4.0, e uma das formas de fazer isso é facilitar o acesso do produtor à tecnologia”, finaliza Nilton. 
 
 
Créditos da imagem: Divulgação/ Lindomar José Golon e Paulo Michelon
 

 
 

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