Pescado teve inflação de 3,28% em 2021, conforme IBGE
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Pescado teve inflação de 3,28% em 2021, conforme IBGE

Entre as principais espécies de pescado consumidas no País, o camarão foi o único que teve deflação no ano de 4,15

19 de janeiro de 2022

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O pescado teve inflação acumulada no ano de 3,28% em dezembro de 2021, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo IBGE.
 
Foi, assim, uma alta inferior na comparação com as carnes, que fecharam o ano em 8,45% na mesma comparação. O frango inteiro foi a proteína animal que mais ficou cara no ano recém-encerrado, com salto de 19,89%. Enquanto isso, a carne de porco apresentou deflação de 4,65% nos últimos 12 meses.
 
Entre as principais espécies de pescado consumidas no País, o camarão foi o único que teve deflação no ano de 4,15%. A maior alta paga pelo consumidor foi no tambaqui, a inflação da espécie saltou 10,14%, em 2021.
 
Ao analisar as conservas, o IPCA registrou salto nos preços da sardinha, de 11,94%. Já o atum permaneceu praticamente o mesmo, com inflação de 1,12%. 
 
Consumo nos lares brasileiros cresceu 1,97% em novembro
 
A Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) informou que o Consumo nos Lares Brasileiro de novembro de 2021, que manteve sua trajetória de crescimento com alta de 1,97% na comparação com o mês de outubro. O resultado é ainda mais acentuado quando comparado com o mês de novembro de 2020, com uma alta identificada de 4,43%.
 
Os dados da associação apontam ainda que de janeiro a novembro de 2021 o consumo se manteve positivo, acumulando 2,88%.
 
“As ações promocionais dos supermercados em novembro, a diversidade de marcas como alternativas para os consumidores de menor poder aquisitivo conjugadas com o pagamento do 13º terceiro aos trabalhadores assalariados contribuíram para o aumento do consumo nos lares”, explica o vice-presidente Institucional da ABRAS, Marcio Milan.
 
Segundo a ABRAS, a leve retração no valor da cesta nacional em novembro também pode ter contribuído para o aumento do consumo. Em novembro, a cesta  Abrasmercado, composta por 35 produtos de largo consumo nos  supermercados, elaborada pela GFK em parceria com a ABRAS, apresentou recuo discreto, de -0,32%, em novembro em comparação a outubro, fechando o mês de novembro em R$ 697,80. Na comparação com novembro de 2020, o indicador cresceu 13,1%.
 
Ipea registra desaceleração na inflação por faixa de renda em dezembro
 
O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda apresentou, mais uma vez, desaceleração em todas as classes de renda, com exceção do segmento de renda muito baixa, cuja taxa avançou de 0,65% em novembro para 0,74% em dezembro. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (18/1) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
 
As famílias de renda mais alta registram a maior taxa de inflação no mês de dezembro (0,82%) e os menores percentuais foram observados nas famílias com renda média e média alta (ambas com 0,70%). O detalhamento dos dados pode ser verificado na tabela abaixo:
 
 
Em dezembro, na desagregação por grupos, os reajustes mais disseminados entre os segmentos. Nas classes de renda mais baixas, além da alta do grupo alimentos e bebidas, os grupos habitação e saúde e cuidados pessoais também exerceram pressões adicionais. No caso dos alimentos, o reajuste das carnes (1,4%), das frutas (8,6%) e dos óleos e gorduras (2,2%), aliado à alta de 0,98% da alimentação fora do domicílio contribuíram para o resultado.
 
Os aumentos de energia (0,50%), da tarifa de água e esgoto (0,65%), do gás encanado (6,6%), dos aluguéis (0,65%) e dos artigos de higiene (2,3%) justificaram a alta inflacionária dos grupos habitação e saúde e cuidados pessoais para estas famílias. Além disso, o reajuste de 2,2% no vestuário também pressionou a inflação desse segmento.
 
As famílias de renda mais alta foram impactadas pelo aumento no preço das passagens aéreas (10,3%), do transporte por aplicativo (11,8%) e do aluguel de veículos (9,3%), que fizeram com que o grupo transporte fosse o principal responsável pela inflação deste segmento em dezembro. Além disso, a alta dos serviços pessoais, principalmente os relacionados à recreação, como hospedagem (2,3%) e pacote turístico (2,3%) também contribuíram para a inflação desta classe no último mês de 2021.
 
No acumulado de 2021, houve forte aceleração inflacionária em todas as faixas de renda. Sendo que as maiores altas foram registradas pelas famílias de renda média baixa e renda média, com taxa de 10,4% e 10,3%, respectivamente.
 
Apesar da alta no ano de 2021 ter sido maior para a classe de renda muito baixa (10,08%) comparativamente ao segmento de renda muito alta (9,5%), esse diferencial (0,6 p.p.) foi bem menos expressivo que o registrado em 2020 (3,5 p.p.).
 
Ao analisar os dados desagregados, a pesquisadora Maria Andreia Lameiras, autora do indicador mensal, identificou que, no caso das famílias de renda muito baixa (com renda domiciliar menor que R$ 1.808,79), a pressão inflacionária em 2021 veio, sobretudo, do grupo habitação (3,64%), impactado pelos reajustes de 21,2% das tarifas de energia elétrica e de 37% do gás de botijão.
 
Para as famílias de renda alta (com renda domiciliar maior que R$ 17.764,49), o impacto foi maior no grupo transporte (5,35%), em virtude do aumento de 47,5% da gasolina e de 62,2% do etanol.
 
Créditos: Pixabay
 

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