Entidades de pescado mostram apreensão com Covid-19 em frigoríficos
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Entidades de pescado mostram apreensão com Covid-19 em frigoríficos

Expansão do contágio da doença em frigoríficos de aves, bovinos e suínos preocupa o setor do pescado em todo o mundo

21 de maio de 2020

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A expansão do contágio por Covid-19 em frigoríficos de aves, bovinos e suínos preocupa o setor do pescado em todo o mundo. O portal Intrafish publicou um mapa com os casos reportados por algumas das maiores multinacionais do segmento e mostra como a curva se acentuou no início de abril e, depois, no começo de maio.
 
No Brasil, ainda não há um levantamento numérico de casos associados a frigoríficos de pescado, mas as entidades do segmento já mostram apreensão. “Em Santa Catarina, Vitória, Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Norte, a situação está sob controle. No Ceará a situação degringola. Há indústrias com índice de contaminação de funcionários bem relevante e redução da capacidade em 40%. No Pará a situação é ainda mais grave, pois além da contaminação real você tem funcionários que tiram atestado para não trabalhar - inclusive porque estão com medo”, afirma Eduardo Lobo, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Pescados (Abipesca).
 
Segundo ele, os industriais já começam a temer “não ter capacidade de processamento para processar a matéria-prima que chegará das pescarias”. A Abipesca também tem reforçado com os associados um protocolo máximo de prevenção que entre outras medidas, adota a higienização das cabines higienização antes da entrada dos funcionários, a restrição do acesso ao pátio e a área industrial por pessoas que não são da empresa e o monitoramento diário de sintomas nos funcionários e fornecedores, assim como uma troca de informações entre os associados da evolução do nível de contágio.
 
Ele reforça que a nível nacional a proposta da entidade foi de um ordenamento pedindo a prorrogação do início da temporada de pesca de algumas espécies, visando principalmente diminuir a aglomeração entre os pescadores. 
 
Segundo a PeixeBR, as indústrias associadas “ainda não tiveram problemas”. “É verdade que o número de funcionários dentro dos frigoríficos de peixe é infinitamente inferior aos de aves e suínos”, reporta Francisco Medeiros, diretor presidente da PeixeBR.
 
Conforme ele, os associados têm recebido orientações para a manutenção das medidas de segurança sanitárias recomendadas pelos órgãos de vigilâncias, e também estão em comunicação constante com o governo federal, em especial com Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para que seja mantido o funcionamento das unidades de produção e processamento. "Acreditamos na política do governo federal de manutenção das unidades de produção que se destina a alimentação humana e que não ocorra ingerencia política de prefeitos e governadores".
 
Medeiros também explicou que o impacto maior aconteceu na fase inicial da pandemia no País, quando tiveram que se adaptar a essa realidade, com medidas como o afastamentos de funcionários do grupo de risco. 
 
Com uma planta em Itarema, no Ceará, a Cajucoco Aquacultura e Agroindústria revelou que teve apenas um caso confirmado da Covid-19 entre os funcionários. Por precaução, a empresa adotou protocolos que reduziram o quadro em 30%, além de afastar os suspeitos com a doença mesmo sem os resultados dos testes, informou à Seafood Brasil o gerente industrial, Isaac Menezes.
 
Conforme ele, os protocolos seguidos incluem palestras, distribuição de EPIS, verificação da temperatura dos colaboradores, rodízio entres turmas (evitar a aglomeração), intensificação da higienização em todos os ambientes da empresa, álcool gel com pias para lavagem das mãos em todos os setores e afastamento de colaboradores com sintomatologia de gripe. Em casos com familiares com testes positivos, a empresa também solicita o afastamento do funcionário, assim como os que apresentam alguma morbidade.
 
A Globo Rural fez um levantamento sobre a expansão da doença nas instalações e apurou que há 7 frigoríficos no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná com casos de trabalhadores contaminados. O Nexo Jornal elenca em texto os motivos pelos quais os frigoríficos são “focos de disseminação” da doença.

 

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