Indústria de reciclagem do pescado mantém atividade mesmo com pandemia
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Indústria de reciclagem do pescado mantém atividade mesmo com pandemia

Agroforte transforma, e torna útil, as partes do peixe que não servem para serem comercializadas.

28 de maio de 2020

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As atividades industriais tiveram seu cotidiano modificado pela quarentena provocada pelo novo coronavírus, mas muitas não pararam. Como é o caso de uma indústria de reciclagem de alimentos no Sul do País. A Agrofort, em Biguaçu (SC), é uma indústria de reciclagem de proteína animal que tem a capacidade de beneficiar cerca de 300 toneladas de resíduos de peixes que iriam parar em aterros sanitários ou lixões. 
 
O Estado de Santa Catarina está entre os maiores produtores de pescado do Brasil. São cerca de 150 mil toneladas pescadas industrial e artesanalmente, entretante o destaque é que desse montante, 70% são desperdiçados.
 
Com uma parcela tão alta de desperdícios, é onde prevalece a importância da reciclagem. A atividade está relacionada ao desenvolvimento sustentável de uma região, não só ao meio ambiente, mas também aos aspectos sociais e econômicos.
 
José Humberto de Souza, gestor da Agroforte, explica como a indústria da reciclagem está dentro de uma cadeia de produção alimentar.  "Nós estamos no meio do segmento, porque recebemos os subprodutos da indústria de pescado e produzimos matéria-prima: farinha de peixe e óleo de peixe que são utilizados na alimentação animal. Então, em uma ponta nós recebemos as sobras e na outra nós entregamos matéria-prima".
 
A pandemia provocada pela Covid-19 ocasionou em um primeiro momento, quando começaram a aparecer os casos da doença, uma "leve" diminuição do volume processado pelas indústrias de pescado e, consequentemente, pela Agrofort. Parte da produção segue operando com as medidas de segurança e desempenhando as atividades normalmente. "Estamos buscando tomar todas as medidas de segurança possíveis e disponíveis, para que a gente consiga manter a operação de recolha e processamento e garantir a segurança das pessoas que estão envolvidas nesta operação", falou.
 
Conforme ele, os funcionários que trabalhavam no escritório passaram a trabalhar em home office. Já os profissionais que fazem parte do grupo de risco também foram afastados do trabalho dentro das medidas previstas pela legislação.
 
Para ele, Santa Catarina se antecipou em uma série de medidas, já a empresa está se adequando a operação de retirada dos subprodutos e de processamento.
 
De forma consciente e em parceria com peixarias, colônia de pescadores, pequenas, médias e grandes empresas de pescado e mercados públicos, a Agroforte transforma, e torna útil, as partes do peixe que não servem para serem comercializadas.
 
 
Processo de reaproveitamento
Essa matéria-prima acumulada diariamente passa por um processo de beneficiamento e se transforma na farinha e óleo, tão desejados por grande parte do mercado brasileiro e internacional, dando sequência à linha da sustentabilidade, como importante ingrediente de nutrição animal especialmente para peixes e camarões cultivados.
 
Desse insumo 25% é farinha, 5% é óleo e 70% é água, que a empresa devolve dentro dos padrões estabelecidos pelos órgãos competentes para o meio ambiente.
 
Coleta: Feita em parceria com peixarias, filetadores e mercados públicos que descartam os resíduos, que iriam para lixões e aterros, nos caminhões da Agroforte.
 
Cozimento: Assim que o resíduo chega à indústria ele passa primeiro pela fase de cozimento que “frita” o alimento para dessecar. 
 
Separação de fases: (água | secador | óleo) Aqui o resíduo é triturado e dividido em água, farinha e óleo.
 
Processamento: (água | farinha) Nessa fase a água e farinha vão para as Estações de Tratamento onde passam pelo processo de refinamento e purificação.
 
Destino Final: E para finalizar a matéria-prima está pronta para voltar ao ciclo de produção, como insumo de ração para peixes, camarões e pets de alta qualidade.
 
 
 
 
 

 

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