Primeiro contêiner com camarão equatoriano chegará em fevereiro

Primeiro contêiner com camarão equatoriano chegará em fevereiro

Marecuador embarcou duas amostras por via aérea ao Coco Bambu, enquanto Santa Priscila já despachou contêiner

24 de janeiro de 2018

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Depois de um ano de entraves burocráticos e forte oposição dos produtores brasileiros, o primeiro contêiner com camarão equatoriano já tem data para chegar ao Brasil. Conforme apurou a Seafood Brasil em viagem ao Equador, entre 15 e 18 de janeiro, o frigorífico Santa Priscila despachou 10 toneladas de produto com destino ao Porto de Santos (SP).

Com partida em 30 de dezembro e chegada prevista em 4 de fevereiro, a carga a bordo do navio Sealand Guayaquil teve o valor declarado de US$ 126,1 mil. São camarões descascados, eviscerados e congelados, como foi determinado pela Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura. O tamanho do camarão e o cliente não foram revelados.

A chegada deste contêiner marca o início oficial da exportação de vannamei equatoriano, mas ainda não foi contabilizada nas estatísticas de importação brasileiras. De acordo com o Sistema Integrado de Comércio Exterior (SISCOMEX), cujos dados mais recentes são do mês de dezembro de 2017, o Brasil importou 200 kg de camarão do Equador via aeroporto de Guarulhos.

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O volume corresponde à primeira leva de amostras da Marecuador destinadas à cadeia de restaurantes Coco Bambu, uma das principais forças articuladoras em prol da importação do crustáceo equatoriano. Uma segunda leva chegou em janeiro. "As amostras foram encaminhadas a um laboratório para análises microbiológicas e testes de metabissulfito de sódio", indica Alfonso Alava, consultor equatoriano responsável pela intermediação entre as empresas.

Segundo ele, que trabalhou seis anos no Brasil em indústrias de camarão no Nordeste, o produto foi aprovado e agora a Marecuador está descascando o camarão. "Em torno de 10 dias, o contêiner já deve estar no porto para embarcar ao Brasil." Todo o processo de registro dos rótulos da empresa foi coordenado por ele com uma equipe brasileira.

A equipe está registrando rótulos de pelo menos cinco empresas. Atualmente, segundo uma consulta em 24/01 à Relação de Produtos Habilitados para Exportação do Serviço de Inspeção Federal (SIF) do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), 29 empresas equatorianas já estão habilitadas a exportar camarão ao País. O número de rótulos registrados é confidencial.

[caption id="attachment_9469" align="alignleft" width="980"]Amostra de camarões da Marecuador endereçados ao Coco Bambu Amostra de camarões da Marecuador endereçados ao Coco Bambu | Crédito da foto: Alfonso Alava[/caption]

O Brasil é a mais nova fronteira para o camarão equatoriano, que só em dezembro de 2017 exportou mais de 9o milhões de libras (cerca de 40,8 mil toneladas) a mais de 50 países, cujo ranking foi liderado pelo Vietnã, Estados Unidos, Itália, França e Coreia do Sul, respectivamente. Entre janeiro e dezembro do ano passado, o país bateu seu recorde histórico e despachou ao exterior 938,5 milhões de libras, ou 425,6 mil toneladas.

Acompanhe na edição #23 da Seafood Brasil (circulação na segunda quinzena de março) uma cobertura especial sobre o negócio do camarão no Equador. Nossa equipe conheceu a carcinicultura equatoriana pessoalmente em janeiro, por meio de um convite da Câmara Nacional de Aquicultura (CNA) e a agência de promoção de exportações ProEcuador.

Alfonso Alava, camarão do Equador, carcinicultura, CNA Ecuador, Dipoa, importação do Equador, Mapa, ProEcuador, SIF, vannamei

 
 

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