Venda de alimentos on-line no Brasil é apenas 1,5% do total

Venda de alimentos on-line no Brasil é apenas 1,5% do total

E-commerce de comida ainda engatinha no País, mas presença global das redes varejistas pode acelerar processo

28 de junho de 2018

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O Brasil ainda engatinha na compra de alimentos on-line. É o que indica uma pesquisa da Bloomberg Intelligence sobre a modalidade, que nos EUA representa 3% do total das vendas de alimentos e por aqui não chega à metade disso.

De acordo com Julie Chariell, analista sênior de consumo da Bloomberg Intelligence para a América Latina, a adoção de e-commerce para produtos alimentícios é baixa no Brasil, e os varejistas estão sabiamente investindo com mais cautela do que seus equivalentes nos EUA.

Os norte-americanos viram este segmento se expandir com a compra da Whole Foods pela Amazon, há cerca de um ano. Isto desencadeou uma onda de investimentos no e-commerce alimentício que chegou até o Brasil, mas o lucro levará tempo para se materializar no País, avalia Chariell.

Na visão da especialista, a adoção lenta impediu que os varejistas tradicionais de alimentos investissem de forma muito agressiva on-line. "O e-commerce de alimentos tem a menor penetração e está previsto para ser o segmento de crescimento mais lento do varejo na Internet no Brasil, mas as lojas físicas estão investindo de qualquer maneira em um esforço para proteger a participação de mercado da Amazon e de outras empresas de base tecnológica."

Ela indica que as lojas físicas têm a vantagem inerente de uma presença omnichannel, com opções que vão desde pedidos via aparelhos móveis (como smartphones e tablets) e entrega rápida até pedidos click-and-collect. Este último tende a direcionar o tráfego para loja para aumentar as vendas.

As vendas de alimentos on-line são lideradas por consumidores de renda média a alta em áreas urbanas que buscam rapidez e conveniência. No entanto, esses clientes são limitados pela preferência de escolher produtos pessoalmente por conta da qualidade, e pelas taxas de entrega, especialmente enquanto a economia permanece fraca.

Chariell acredita que o comércio eletrônico é uma ameaça muito maior para as vendas em hipermercados do que para os supermercados. As vendas do hipermercado brasileiro sofreram com a desaceleração e devem retomar o crescimento de apenas 5,4% da taxa anual composta em 2017-22.

O varejo via Internet, ao contrário, deve crescer a uma taxa de 14,7%, provavelmente tirando boa parte de sua participação dos produtos não-alimentícios de hipermercados, incluindo itens de higiene pessoal, pet care, brinquedos e eletrônicos.

As vendas de supermercados devem subir 8,4% ao ano, acima do crescimento estimado de 8,2% para as vendas online de alimentos e bebidas. O crescimento baseado em lojas reflete a adoção lenta do on-line, além da demanda por uma experiência de supermercado mais moderna em relação a lojas populares e mercados informais.

Carrefour e GPA

O Grupo Pão de Açúcar (GPA) e Grupo Carrefour estão se aproximando do comércio eletrônico de alimentos de forma diferente.

O GPA entrou no gerenciamento de relacionamento com o cliente mais cedo, dando uma vantagem à empresa ao adicionar clientes ao seu sistema de CRM (Gestão de Relacionamento com o Cliente) e downloads de aplicativos móveis. Além disso, possui 32 lojas que dão suporte ao click and-collect, que competem com as 12 unidades do Carrefour.

O Carrefour se tornou mais agressivo ao aumentar seu alcance de comércio eletrônico este ano e pode assumir a liderança. O grupo planeja estender o click-and-collect para todos os seus 103 hipermercados até o final do ano. O GPA não compartilhou suas metas. O GPA acumula 3% da receita de seu e-commerce em comparação a 6,3% do Carrefour, mas os pedidos não alimentícios do GPA passam pela Via Varejo.

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