Indústria de beleza usa resíduo de pescado de 150 mil Euros

Indústria de beleza usa resíduo de pescado de 150 mil Euros

12 de setembro de 2014

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Crédito da imagem: Images Money


A especialista do IPIMA  (Instituto Português do Mar e da Atmosfera), Dra. Maria Leonor Nunes, apresentou nesta quinta-feira (11/9) na sexta edição do SIMCOPE (Simpósio de Controle de Qualidade do Pescado) uma palestra com uma análise de co-produtos que podem derivar do pescado e suas possíveis aplicações; sendo a área da beleza uma das  mais rentáveis no momento. Produtos extraídos de peixes, usados pela indústria de beleza, podem ter valores muitos altos.


Uma das opções apresentadas por Maria Leonor está no uso de alguns resíduos do pescado. Um desses produtos é o ácido hialurônico (AH), que pode ser usado como um substituto do Botox. O ácido já é usado em várias clínicas de forma injetável e com o objetivo de promover um preenchimento embaixo das rugas e vincos, e nas áreas com perda de volume. Sintomas que desaparecem imediatamente após o procedimento, segundo a especialista.

O AH pode ser extraído de olhos de grandes pescados, como tubarão e atum. O mercado já está crescendo e sendo incentivado pela União Européia, afinal "o produto é muito valioso", segundo a Maria Leonor; o quilo do ácido é vendido por 150 mil euros.



A Dr. Nunes também citou o colágeno, que é largamente usado na indústria de cosmético e que pode derivar de peixes.


Leonor apresentou alternativas para o setor de como aproveitar melhor todas as partes do pescado e mostrou que esse é um norte da UE. Os países estão investindo no setor, seja por meio de projetos de incentivos ou com leis específicas que devem entrar em vigor em breve, como a lei que diz que todo ser pescado deve ser trazido para a terra para servir de estratégia e incentivar a criação de co-produtos, como o ácido.


Créditos da imagem: Images Money/Creative Commons

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