Moedas enfraquecidas e demanda em queda fazem receita do setor cair até 10% em 2015

Moedas enfraquecidas e demanda em queda fazem receita do setor cair até 10% em 2015

Se o cenário é adverso para o comércio, produção mundial aumenta 2,6%

02 de março de 2016

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O cálculo é da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO/ONU). Uma combinação de moedas enfraquecidas perante o dólar (principalmente o ien, euro e o real), uma queda generalizada dos preços de pescado e uma demanda mais fraca devem ter provocado uma queda na receita mundial deste setor entre 9% e 10%, segundo estimativas da organização.

Os dados da produção devem fechar 2015 com aumento de 2,6% com a aquicultura como o principal fator indutor deste crescimento, mas os fatores acima diminuem as margens do segmento. Aliado a isso, as tendências econômicas mundiais e as taxas de câmbio foram chave no mercado global de pescado em 2015, com mercados tradicionais como os Estados Unidos liderando enquanto os países em desenvolvimento caíram depois de longos períodos de forte crescimento no mercado de pescado. "A China entrou em um período de sérias incertezas, o consumo de pescado na Rússia está sofrendo os efeitos do embargo no comércio de seafood de alguns países e a economia brasileira encolheu em 2015", diz comunicado da FAO.

Em termos de preços, a entidade relata que espécies de pescado branco com alto volume de produção, como a polaca, o bacalhau e a merluza mostraram uma tendência forte de aumento de preço em 2015, assim como outras espécies, como vieiras e cefalópodes (lulas e polvos), que também tiveram aumento de custo no ano passado. Já no atum o cenário é outro, com boas pescarias e diminuição do custo de combustível.

No caso do camarão de aquicultura, o suprimento abundante no mundo motivou uma queda nos preços para exportadores ao mercado norte-americano. O salmão tem comportamento dúbio, já que os preços caíram de forma acentuada no Chile e subiram a níveis recordes na Noruega - que em 2015 alcançou níveis recordes de exportação tanto no bacalhau quanto no salmão.

A FAO avalia ainda que a China diminuiu o ritmo das exportações por conta de uma contenção no setor do processamento. Havia um temor de que não haveria uma segunda temporada da pesca de anchoveta no Peru em 2015, por conta do El Niño, mas isso não ocorreu e a pressão sobre os custos da ração para a aquicultura não foram tão grandes como se esperava. Ainda assim, a busca por ingredientes alternativos para a proteína animal nas rações continua, já que a tendência de ascensão do custo da alimentação animal persiste.

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