Parceria SC e Espanha quer porto estadual como terminal logístico
Pesca

Parceria SC e Espanha quer porto estadual como terminal logístico

Embarcações que utilizarão o porto deverão pescar em águas internacionais

26 de fevereiro de 2021

Representantes do governo de Santa Catarina e da Espanha se reuniram nesta semana para discutirem uma parceria que quer utilizar porto do Estado como um terminal logístico de pescado para embarcações espanholas que pescam em águas internacionais.
 
No encontro, divulgado pelo portal do Governo de SC, as secretarias de Estado de Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE) de Santa Catarina e da Executiva de Assuntos Internacionais (SAI), receberam a conselheira de Agricultura, Pesca e Alimentação da Embaixada do Reino da Espanha, Elisa Barahona Nieto, em Florianópolis.
 
“É importante ficar claro que as embarcações espanholas [que utilizarão o porto] pescam em águas internacionais e não em águas jurisdicionais brasileiras”, assegurou à Seafood Brasil o advogado Ernesto São Thiago. Inclusive, conforme ele, parte do compromisso é a entrega da identificação de todos esses navios-indústria para que sejam monitorados pelas autoridades marítimas brasileiras.
 
Segundo ele, na sequência da operação no porto, o pescado pré-processado a bordo será descarregado, manipulado em um frigorífico, na retroárea, e depois conteinerizado e expedido para o comércio interno e para a exportação.
 
Conforme São Thiago, um documento de alto nível já está sendo minutado entre os corpos diplomáticos e técnicos da Espanha e do Brasil permitindo o trânsito dos navios e atracação no futuro terminal logístico, prevendo transferência de tecnologia. 
 
O documento irá  prever tripulação brasileira a bordo em percentual a ser definido, sendo que cada navio-indústria emprega até 70 profissionais e chega a ter 150 metros de comprimento. “Haverá o ressuprimento desses navios no terminal logístico,  com água, combustível, víveres e serviços de manutenção, o que deverá implusionar a economia regional", falou.
 
"A expectativa é que sejam cerca de quatro navios por dia atracados quando o terminal estiver em sua capacidade operacional máxima. São 100 desses navios pescando no Atlântico Sul e em águas internacionais”, pontou.
 
Como contou o advogado, os espanhóis buscam dois terminais no Brasil: um no Norte/Nordeste e outro no Sul. O terminal do Nordeste atenderia a parte da frota que opera no Atlântico, mais próxima da linha do Equador, sendo como alvo o atum e o meca. Já para a frota que opera mais próxima da Patagônia, com alvos na lula e merluza negra, seria o terminal logístico no Sul do Brasil.
 
Atualmente, o ressuprimento desses navios e o desembarque do pescado são realizados em terminais localizados fora do Brasil. “Se esses terminais não virem para cá, eles irão para um outro país. O Brasil perderá a oportunidade de movimentar fortemente as economias regionais no Nordeste e no Sul, além de perder a oportunidade de participar como player estratégico de pesca oceanica no Atlântico Sul”, falou o advogado.
 
Na próxima segunda-feira (01/03), ocorrerá uma nova reunião entre a conselheira espanhola e os empresários espanhóis, para discutirem as percepções dela a respeito dos terminais catarinenses visitados. E na segunda quinzena de março, uma representação dos armadores de pesca espanhóis deverá visitar o Brasil para definir os locais dos investimentos e firmar as parcerias necessárias.
 
Créditos da imagem: Pixabay
 

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