27ª Reunião da ICCAT foi concluída nesta terça-feira (23)
Pesca

27ª Reunião da ICCAT foi concluída nesta terça-feira (23)

Em 2021, foram realizadas avaliações científicas das unidades populacionais de três espécies de atum

25 de novembro de 2021

arroba publicidade
A 27ª Reunião Ordinária da ICCAT, realizada online por causa da pandemia da Covid-19, foi concluída nesta terça-feira (23), tendo acontecido com o intuito de avaliar os resultados do plano de trabalho de 2021, juntamente com o estado de aplicação das medidas regulamentares em vigor, além do estabelecimento de medidas de conservação e gestão para o futuro.
 
Em 2021, foram realizadas avaliações científicas das unidades populacionais de três espécies de atum: albacora-bandolim ou bigeye (Thunnus obesus), bluefin (Thunnus thynnus) e a albacora branca (Thunnus alalunga). No total, foram adaptadas 21 novas recomendações e 3 resoluções que abrangem questões relevantes sobre a conservação e gestão das pescarias do atum do Atlântico e de espécies afins.
 
Cadu Villaça, membro da Delegação Brasileira disse à Seafood Brasil que entre um dos grandes gargalos a serem vencidos, estava a provável sobrepesca da albacora-bandolim. O que se definiu foi a prorrogação do que havia sido estabelecido no encontro de 2019, agora com validade até 2022, ainda que com algumas alterações. 
 
A proposta de 2019 destacava a redução de capturas dos países detentores de cotas, escalonadamente em 21%, 17% e 10% a depender de cota estabelecida ou da média do volume explotado entre os períodos 2014 e 2017, além do congelamento dos volumes explotados pelos países que capturavam abaixo de 1000 toneladas anuais da albacora-bandolim. 
 
“Acabou que, depois de muita discussão, chegou-se a um consenso de prorrogação da 19-02 [estabelecida em 2019, durante a 26ª. Reunião ocorrida em Palma de Maiorca, na Espanha] e alterada a uma captura total de 62.000 toneladas e também a parada dos barcos cerqueiros que usam FADs [dispositivos agregadores] de 1º de janeiro a 13 de março de 2022”,disse Cadu. 
 
Conforme ele, essa parada, entende-se, para diminuir a captura de juvenis da albacora-bandolim, que aparentemente tem trazido desequilíbrio a este estoque. 
 
Outro ponto polêmico nos debates foi em relação aos estoques da espécie de tubarão Isurus oxyrhincus,  conhecido como anequim ou Mako. Segundo Cadu, as avaliações consideram que a população universal se separa em dois estoques no Atlântico Norte e Sul. Sendo que a situação do estoque no Norte é extremamente preocupante do ponto de vista de conservação, com indicativos claros de um declínio alarmante. 
 
“Trata-se, lembremos, de espécie de captura incidental, mas que muitas vezes tem viagens a ela direcionada. Depois de anos de discussões e postergações, finalmente se aprovou uma recomendação de não retenção (alguns países não podem adotá-las pois tem obrigação de desembarque), e foi celebrado como um efetivo avanço”, falou.
 
A espécie foi recentemente incluída no Anexo II da CITES, o que restringe a comercialização internacional destes animais ou suas partes, sendo necessária a emissão de documento NDF pelas autoridades nacionais responsáveis junto à CITES - que no é delegado ao IBAMA. 
 
Como conta Cadu, ainda não foi estabelecido um protocolo para emissão deste documento no que se refere a esta espécie no País, e as empresas brasileiras exportadoras têm passado problemas para efetivar a comercialização.
 
A 28ª Reunião Ordinária da ICCAT ficou definida para a primeira quinzena de novembro de 2022, em El Salvador.
 
Créditos: Divulgação/Arquivo pessoal

albacora branca, albacora branca, albacora-bandolim, albacora-bandolim, bigeye, bigeye, bluefin, bluefin, Cadu Villaça, Cadu Villaça, ICCAT, ICCAT, Thunnus alalunga, Thunnus alalunga, Thunnus obesus, Thunnus obesus, Thunnus thynnus, Thunnus thynnus

 
BaresSP publicidade 980x90 bares
 

Notícias do Pescado

 

 

 
SeafoodBrasil 2019(c) todos os direitos reservados. Desenvolvido por BR3