Conveniência e saudabilidade impulsionam pescado no varejo britânico
Relatório do Norwegian Seafood Council aponta que produtos prontos para consumo e congelados premium ditam o crescimento no Reino Unido
04 de março de 2026
Mudanças nos hábitos de compra, maior consciência sobre saúde e a busca por praticidade estão criando novas janelas de crescimento para o setor de pescados no Reino Unido. De acordo com o novo relatório “NSC U.K. Market & Retail Trends Report 2026”, revelado recentemente pelo Norwegian Seafood Council (NSC), o varejo consolidou-se como o motor mais potente da categoria.
Atualmente, o segmento de pescados no país movimenta 2,6 bilhões de libras (cerca de US$ 3,5 bilhões), superando o desempenho de outras proteínas concorrentes.
O relatório aponta que o consumo de pescado cru tornou-se uma oferta convencional no varejo, com o formato avaliado entre 470 e 500 milhões de libras. Neste sentido, o sushi refrigerado registrou alta de 13% em valor, enquanto poke bowls e ceviches ganham espaço alinhados à tendência de snacking e sabores globais - cerca de 42% dos consumidores britânicos já experimentaram poke bowls fora de casa, o que sugere um potencial massivo para a adoção desses produtos no consumo doméstico.
“A oportunidade reside em tornar o pescado cru mais acessível por meio de indicadores claros de qualidade, mensagens fortes sobre a procedência e formatos prontos para desfrutar”, afirma o diretor do NSC no Reino Unido, Bjørn-Erik Stabell. Além disso, 77% dos consumidores buscam refeições onde todos os componentes cozinhem juntos com facilidade e 47% consideram atraentes as opções preparadas para air-fryers.
Segundo o relatório, dentro das "cinco grandes" espécies do mercado britânico (salmão, bacalhau, haddock, atum e camarão), o salmão continua sendo o destaque absoluto: espécie gerou um crescimento de 10% em volume nos últimos dois anos, alcançando um valor de mercado de 1,5 bilhão de libras no varejo. Já a Noruega segue como fornecedora chave, com as importações de salmão norueguês saltando 35% em volume e 40% em valor apenas em 2025.
Outra mudança estrutural ocorre no corredor do pescado congelado, com esta opção deixando de ser visto como uma opção de baixo custo para se tornar uma alternativa premium e sustentável. Neste contexto, um em cada quatro consumidores britânicos está disposto a pagar mais por pescados congelados de alta qualidade, e 89% acreditam que o valor nutricional desses produtos melhorou significativamente.
Embora o chamado "big five" lidere as vendas, o NSC identificou que um em cada quatro consumidores está aberto a experimentar novas espécies, como polaca (pollock), pescada (hake) e caranha (saithe). Sendo assim, para os especialistas, o futuro do varejo será moldado menos pela espécie isolada e mais pela forma como o produto é apresentado e preparado.
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Créditos da imagem: Canva
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