C. Vale amplia seu processamento e bate recorde de produção de tilápia
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C. Vale amplia seu processamento e bate recorde de produção de tilápia

Volume processado pelas plantas industriais em Palotina e Nova Prata do Iguaçu, somaram um abate total de 54,2 milhões de quilos de tilápia

27 de março de 2026

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A produção de tilápia no sistema de integração da cooperativa C.Vale atingiu a marca de 50,8 milhões de peixes entregues por 275 piscicultores ao longo de 2025. Segundo o relatório de atividades apresentado em assembleia geral em fevereiro, a estrutura produtiva atual conta com 1.114 hectares de lâmina d’água, distribuídos entre tanques escavados e redes em 21 municípios. O avanço também foi observado nas etapas de base, com a produção de 78,1 milhões de alevinos e 60,6 milhões de juvenis.

Leia mais sobre a produção da C. Vale em nossa matéria de Capa da Seafood Brasil #56 que traz um panorama sobre a tilapicultura no Estado clicando aqui. 
 

Desempenho industrial e marcas históricas

No campo industrial, as unidades de processamento localizadas em Palotina e Nova Prata do Iguaçu, no Paraná, somaram um abate total de 54,2 milhões de quilos de tilápia. Este volume representa uma alta de 13,97% em relação ao consolidado de 2024, resultando em 22 milhões de quilos de produto acabado. Em termos de eficiência operacional, a planta de Palotina estabeleceu um teto histórico em 31 de julho, quando processou 225.459 peixes em um único dia.

Por fim, a operação em Nova Prata também registrou picos de produção, alcançando o abate de 12.941 unidades em 25 de agosto. O escoamento da produção segue concentrado no mercado interno, que absorveu 73% do volume total, com demanda robusta em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. Nesse ínterim, a indústria manteve sua presença no comércio exterior, direcionando cortes principalmente para os Estados Unidos, Tailândia e Canadá.
 

Diversificação e mercado externo

Para a gestão da cooperativa, os números refletem a consolidação da piscicultura como uma alternativa estratégica de renda para os integrados. A estratégia de diversificação permite maior resiliência frente às oscilações de outras cadeias do agronegócio, fortalecendo a segurança econômica dos produtores da região. Em suma, o balanço de 2025 aponta para uma maturidade técnica do sistema, que consegue ampliar o processamento sem comprometer os padrões de qualidade exigidos pelos mercados internacionais.

Já no âmbito das exportações, a abertura de mercados como Taiwan e Espanha reforça a competitividade do pescado paranaense lá fora. O desafio para o próximo ciclo reside em equilibrar o aumento da oferta com a logística de distribuição, garantindo que o varejo receba o produto com o frescor demandado pelo consumidor. Com o suporte da integração, a tendência é que a produção continue em trajetória de expansão nas regiões polo do Sul do País.
 

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Créditos da imagem: Canva

 

 

 

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