Consumidor troca delivery pelo sensorial no food service
Nova concepção prioriza o que o food service pode oferecer: reencontros, conexão presencial e experiência dos sentidos
12 de maio de 2026
Ganha força no mercado, especialmente em atividades de comércio e serviços, o conceito de reset sensorial. O tema, aliás, foi um dos destaques da NRF 2026, um dos maiores eventos de varejo do mundo, e que aponta tendências para o mercado. Entre os setores a serem impactados por essa nova concepção está o food service. Mas, para isso, é preciso que as empresas estejam preparadas, advertem especialistas.
Em síntese, reset sensorial é um “reiniciar” a partir do reencontro com experiências e conexões presenciais, diante da saturação provocada pela excessiva cultura digital. Esse reencontro prioriza especialmente aspectos sensoriais ligados aos sentidos do tato, olfato, visão, audição e paladar. Neste processo, há uma busca pela sensação de bem-estar, que vai para além do ato de consumir, mas as sensações que essa experiência proporciona.
É nesse ponto que o food service sai na frente. Afinal, restaurantes, lanchonetes, bares, baladas e estabelecimentos similares trabalham justamente com a prestação de serviços e produtos de forte apelo sensorial. Mais que isso: são espaços físicos, que promovem encontros e conexões presenciais.
“Em um cenário em que o digital já resolveu quase tudo, o ambiente físico precisa resolver algo muito mais profundo: conexão. É nesse contexto que surge o conceito de reset sensorial, no qual a experiência passa a ser ativo central de marca. O food service tem tudo para oferecer essa experiência”, considera o empresário Eduardo Ferreira, CCO da ACOM Sistemas, especializada em soluções tecnológicas para o food service.
Ir ao encontro do reset sensorial não significa, porém, dispensar inovação, regredir ao analógico. Ao contrário, ressalva o especialista, as soluções tecnológicas “encurtam” distâncias entre estabelecimentos e suas cadeias de suprimentos, por exemplo. Desse modo, o acesso a produtos frescos, únicos, aliado a uma boa gastronomia, pode proporcionar ao consumidor, no fim das contas, a experiência sensorial almejada.
“No setor de alimentos”, discorre Ferreira, “essa virada é ainda mais potente. Food é memória, é cheiro, é textura, é ritual. É altamente sensorial. Ignorar isso significa abrir espaço para que a concorrência ocupe o território emocional do consumidor”.
Para o CCO da ACOM Sistemas, empresas do food service que compreenderem o reset sensorial como estratégia para seus negócios tendem a ser reconhecidas não só como estabelecimentos comerciais, mas por adotar e oferecer momentos para experiências emocionais e ambientes de geração de vínculos profundos.
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Créditos da imagem: Canva







