EasyChef estreia no pescado e leva panga e polaca para a APAS 2026
Importadora de Santa Catarina diversifica portfólio e aposta em alta escala, sinergia logística e vendas para o varejo e food service
19 de maio de 2026
Acompanhe a cobertura do evento também nos canais da Seafood Brasil, realizada em parceria com a APAS SHOW.
Identificação de nicho e estratégia de portfólio
A 40ª edição do Festival APAS SHOW, que ocorreu de 18 a 21 de maio de 2026, no Expo Center Norte (SP), projetou movimentar R$ 17,8 bilhões em negócios. Durante o evento, a cobertura da Seafood Brasil no pavilhão acompanhou a diversificação dos players de alimentos que ingressam na categoria. É o caso da paranaense EasyChef, importadora com 18 anos de mercado que oficializou na feira sua entrada no segmento de pescado, trazendo ao mercado interno volumes de panga do Vietnã e polaca do Alasca, com foco simultâneo no varejo e food service.
Como destaca Maele Machado, analista de Marketing e novos Projetos da EasyChef, o ingresso da marca na categoria decorre de um robusto mapeamento de mercado voltado a identificar lacunas no abastecimento nacional, especialmente diante do atual cenário de preços e exportação de espécies locais. “Sempre tivemos afinidade com o pescado por ser um produto que pode ser congelado, o que traz sinergia com a marca, além de ser um mercado promissor. A gente sabe que o consumo brasileiro tem aumentado, mas há a questão da tilápia, que é muito exportada e fica muito pouco aqui. Vimos essa brecha por meio de pesquisas de mercado onde o consumidor estava buscando outras opções que coubessem no bolso, mas sem perder a qualidade", explica.
Sob a marca EasyChef, guarda-chuva da empresa, a nova linha foi desenhada para atender às gôndolas e às cozinhas profissionais. No varejo, a aposta são as embalagens de panga e polaca do Alasca de 1,0kg e 600g. Para o food service, o panga ganha uma apresentação em caixas de 10 kg interfolhados.

E para garantir a distribuição capilar nos 27 estados brasileiros, Maele Machado conta que a empresa estruturou o projeto aproveitando sua capacidade instalada de armazenagem e sua frota refrigerada própria e parceira. A inteligência comercial envolve ainda o uso de filiais estratégicas no Brasil para realizar a nacionalização descentralizada.
Mas o controle do tempo de trânsito internacional, contudo, permanece como o principal desafio do projeto. Conforme ela, o maior gargalo logístico está concentrado nas importações vindas da China, enquanto o fluxo com o Vietnã apresenta maior estabilidade. “Realmente é tempo. Esse é um produto com uma qualidade diferenciada e a gente estudou muito para chegar nele. O pescado tem muitas regras a serem cumpridas e tem que encaixar isso num tempo de chegada. Acredito que seja o desafio para todo mundo que faz importação”, pontua a analista de marketing e novos projetos.
Apesar dos desafios, ela destaca que as perspectivas comerciais captadas pela empresa durante a cobertura da APAS confirmam o apetite do mercado comprador por opções de pescado acessíveis e padronizadas. "As perspectivas são muito boas. O sucesso foi tão imediato que celebramos a primeira venda com o produto ainda no mar, assim que o lote desembarcou e validamos o processo, já realizamos a recompra. Isso significa que tem aderência, tem oportunidade e tem mercado", conclui Machado.
Seafood Brasil e o pescado na APAS 2026
Sob o tema "Coração Supermercadista – Paixão que transforma o varejo", a 40ª edição do Festival APAS Show aconteceu do dia 18 a 21 de maio no Expo Center Norte (SP). Confira a cobertura completa do evento feita pela Seafood Brasil focada no varejo de pescado em nossas redes sociais e aqui no portal.
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