Equipamentos: Gestão de resíduos na aquicultura
Aquicultura

Equipamentos: Gestão de resíduos na aquicultura

Utilização de processos e equipamentos inovadores pode reduzir custos, aumentar a lucratividade e ampliar as oportunidades de mercado

28 de março de 2022

A utilização de processos e equipamentos inovadores para promover a circularidade nas propriedades, por meio da reciclagem e reaproveitamento de resíduos, pode reduzir custos, aumentar a lucratividade e ampliar as oportunidades de mercado, sugere o professor Wagner Valenti. 
 
Há empresas que apostam também em soluções mecânicas para uma gestão aprimorada de resíduos, como é o caso da Altamar. “A aquicultura está começando a planejar melhor as estruturas de qualidade de água”, avalia o diretor fundador, Marcelo Shei. “No nosso caso, estamos pensando em fornecer as melhores estruturas para o gerenciamento adequado da água.”
 
Inspirado pelas estruturas de tratamento de efluentes que fazem a filtragem mecânica de sólidos, Shei e sua equipe desenvolveram um tambor rotativo específico para aquicultura. “Notamos que essa filtragem não era muito usada no Brasil na aquicultura. Conhecemos estruturas com fluxo de tratamento de água para 800 m³/ hora que tinha uma estrutura capaz de tratar 80 m³/hora.” O equipamento se popularizou fortemente em 2021. “Fomos de 2 tambores em 2020 para 12 no último semestre, um salto muito
grande”, aponta Shei.
 
Em paralelo, a Altamar estruturou uma equipe de projeto para facilitar a instalação dos equipamentos. “Como os clientes são muito distantes e muitas vezes necessitam de adaptações à estrutura da propriedade, começamos a fazer projetos internos de montagem”, conta. Segundo Shei, ambas as novidades colocam a Altamar no mesmo patamar das empresas da Europa e América do Norte. Tudo isso exigiu investimento, não só em recursos humanos, mas em marcas de corte computadorizado e software de desenho técnico.
 
Alimentadores automáticos 
 
A utilização de alimentadores automatizados pode reduzir despesas com mão de obra e aumentar a frequência de arraçoamento, como lembra o pesquisador Fabrício Pereira Rezende, da Embrapa Pesca e Aquicultura. Apesar de existir uma diversidade de alimentadores automáticos que cumprem tal função, poucos modelos atuais realmente trazem tecnologias embarcadas que podem ser consideradas de aquicultura 4.0.
 
Um modelo possível de alimentador alinhado à Quarta Revolução Industrial, na visão de Rezende, seria composto por um reservatório de ração e um dosador, que por sua vez, seria acionado a partir de uma central de processamento ligada a um sensor de temperatura para fazer a correção do volume de ração em função da temperatura da água. 
 
Outro exemplo citado por ele seria o uso de equipamentos de monitoramento automático da qualidade de água com registro em banco de dados. O elemento humano, no entanto, continua imprescindível. “A tomada de decisão estaria condicionada ao olhar experiente do técnico responsável para ajustes de intercorrências.” 
 
 
A reportagem completa está disponível na Seafood Brasil #42 que pode ser lida aqui.
 

 
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