Ferramentas tecnológicas dão suporte para crescimento da aquicultura
Aquicultura

Ferramentas tecnológicas dão suporte para crescimento da aquicultura

Matéria de capa da Seafood Brasil #43 também destaca como a tecnologia está sendo aplicada nas principais áreas da aquicultura

09 de junho de 2022

Em um setor em expansão e cada vez mais competitivo como se apresenta a aquicultura brasileira, o papel da tecnologia é de extrema importância. Diariamente, novas ferramentas surgem para ajudar no crescimento das empresas, para uma administração mais eficiente, no aperfeiçoamento e desenvolvimento
 
Neste cenário, a matéria de capa da Seafood Brasil #43 também destaca como a tecnologia está sendo aplicada nas principais áreas da aquicultura. Confira a seguir:
 
1- Melhoramento genético
 
A seleção genética é uma das principais linhas de trabalho. “Na última década, o melhoramento animal mudou do cruzamento
convencional com pedigree para o genômico, que permite com que o desempenho individual seja previsto usando a análise da sequência de DNA”, pontua Micaele Sales, gerente técnica da Spring Genetics, empresa norte-americana do grupo
Benchmark Genetics. Segundo ela, novas tecnologias como a Seleção Assistida por Marcador (MAS) e seleção genômica (GS) permitem prever o ganho genético, mesmo quando os candidatos não foram medidos para determinadas características de seleção.
 
O foco de um programa de melhoramento genético de tilápias também é produzir peixes que possam ter características específicas, como rápido crescimento para alcançar o peso de abate o mais breve possível, conformidade morfológica que proporciona um animal com melhor rendimento qualidade de filé, maior sobrevivência e bem-estar animal, reduzir o fator de conversão alimentar - e, consequentemente, o custo de alimentação -, entre outros.
 
Nesse contexto, a GenoMar Genetics Group, subsidiária integral do EW Group GmbH, atua no Brasil com programas de melhoramento genético de tilápia, sob as linhagens GenoMar, Aquabel e AquaAmerica. Já em sua 30ª geração de reprodutores,
anualmente, são vendidos mais de 500 milhões de peixes a clientes na Ásia e na América Latina. Com foco inicial em sanidade e ganho de peso, a empresa incluiu novos critérios de seleção de interesse comercial nos programas de melhoramentos de tilápia, como o rendimento de filé e a resistência a doenças específicas.
 
“Todo programa de melhoramento genético normalmente é demandado ou as linhas de pesquisa são orientadas de acordo com as demandas do mercado. Logo, a demanda para aumentar o rendimento do filé seria a viabilidade e a lucratividade dos frigoríficos em relação a isso”, comenta Lucas Granuzzo, brand manager Aquabel do Brasil. 
 
2- Parametrização de resultados
 
O relatório Seafood Barometer 2021 da PwC, que pesquisou 55 líderes da indústria de aquicultura, revelou que estes pretendem investir fortemente em novas tecnologias para melhorar a biologia, sustentabilidade e lucratividade das fazendas. Entre outros
resultados, o relatório destaca que com muita frequência, os dados coletados nas fazendas são incompletos, inconsistentes ou mal formatados.
 
Logo, um investimento em coleta de dados de qualidade, seja por meio de melhores sensores, câmeras ou outra tecnologia, economiza tempo dos funcionários e minimiza o risco de erro humano. Dados de maior qualidade também significa insights de maior
qualidade no futuro.
 
“A tecnologia ajuda no monitoramento e no controle dos parâmetros físicos e químicos da água, no manejo e na sanidade dos peixes”, frisa Jair de Sordi, gerente do abatedouro de peixes da C.Vale. A parametrização ainda ajuda a otimizar o arraçoamento
dos peixes, com o fornecimento da quantidade certa de alimento, reduzindo perdas de ração. “Outro benefício é que nos permite monitorar a temperatura e a oxigenação da água com mais eficiência. Tudo isso nos ajuda a melhorar a performance de crescimento, reduzir perdas e, em consequência, melhorar a eficiência da atividade”, completa.
 
Vicente Criscio, CEO da GeneSeas e Tropical, lembra ainda que a aquicultura ocorre em condições que não são totalmente passíveis de controle, como por exemplo o clima, temperatura ou condições bacteriológicas. “Você não vê o peixe crescer, como ele se alimenta e seu estado geral. Portanto, nós entendemos que existem ferramentas e processos críticos para nos dar mais controle
e diminuir a imprevisibilidade dos resultados dessa engorda”, pontua.
 
3- Aprendizado de máquina
 
Para o consultor Wagner Camis, o aprendizado das máquinas é uma condição sine qua non, sobretudo após o fim da pandemia da Covid-19.Entre os projetos do consultor está um sistema de monitoramento e medição dos peixes com consequente correção da ração e classificação. Na classificadora, um processo de leitura de contagem acoplado a um software enviaria informações direto para uma central, onde o funcionário só tem que pensar em colocar o peixe na máquina. Porém, para Camis, o aprendizado das
máquinas ainda precisa de pessoas que alimentem essas informações. 
 
Para completar a relação de ferramentas tecnológicas dão suporte para crescimento da aquicultura, as rações de alto desempenho e aditivos e ingredientes também são essenciais. Leia a matéria completa na Seafood Brasil #43 clicando aqui.
 
Créditos: Divulgação/Spring Genetics

 
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