Pescado brasileiro mira expansão e Europa na Seafood Expo Global
Empresas brasileiras desembarcam na Espanha para consolidar a presença do País no mercado global
17 de abril de 2026
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O setor mundial de pescado volta seus olhos para o recinto da Gran Via de Fira de Barcelona entre os dias 21 e 23 de abril. A 32ª edição da Seafood Expo Global/Seafood Processing Global é o marco de um novo recorde: com mais de 52.950 metros quadrados de área e a participação de 2.300 empresas de 86 países e 65 pavilhões nacionais e regionais, o certame reflete o aquecimento da demanda global e a busca incessante por eficiência produtiva.
Neste cenário de gigantismo, a presença brasileira está novamente confirmada no pavilhão do projeto Brazilian Seafood — organizado pela Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca) e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). Além disso, o Brasil também estará na feira com empresas que participarão da edição de forma independente, como é o caso da Brusinox.
A Brusinox consolida a sua terceira participação consecutiva com estande próprio na feira de Barcelona. Ambrósio Leonel Bacca Filho, gerente de Vendas e Desenvolvimento de Negócios, destaca que a feira é o palco ideal para apresentar soluções que já se consolidaram no mercado interno. O grande destaque deste ano será a evisceradora de sardinha. "Vamos divulgar nosso produto lá fora para realizar vendas, principalmente para indústrias de países como Marrocos e outros que possuem grande volume de captura", afirma.
Além da evisceradora, a Brusinox leva na bagagem sua linha de classificação de camarão, já operante em mercados como Índia, Venezuela e Moçambique, o túnel de congelamento, a descamadora a jato d'água (focada em peixes de captura) e a linha focada em tilápia.
De acordo com o gerente da Brusinox, após um período de retração na circulação de visitantes nacionais em edições anteriores, o feedback recebido antes da edição indica que o volume de profissionais do Brasil que cruzarão o Atlântico para prospectar tecnologia deve superar as expectativas. "Tivemos uma presença forte no nosso primeiro ano e uma visitação de brasileiros mais tímida no ano passado. Este ano, o cenário mudou: o volume de empresas brasileiras passando pela feira deve aumentar significativamente", projeta Bacca Filho.
No pavilhão brasileiro, o clima é de "portas abertas". Com a expectativa de uma futura reabertura do mercado europeu para o pescado nacional, as empresas também deverão aproveitar a vitrine de Barcelona para a manutenção de relacionamentos e prospecção em outros continentes.
A Ayamo Global Foods utilizará o evento como um hub logístico e comercial para divulgar seu portfólio de produtos brasileiros, especialmente os de captura selvagem, e também atrair clientes da Ásia e da África. Ademais, Vinícius Zucco Orsi, fundador e diretor comercial, ressalta a importância estratégica de manter o Brasil no radar dos europeus. "O objetivo comercial é deixar as portas abertas. Queremos relembrar os clientes sobre o potencial do Brasil em ofertar produtos como corvina, ova de tainha e pargo assim que o mercado abrir."
A Frescatto Company também marca presença no pavilhão brasileiro com estande próprio e de olho na Europa. Para esta edição, a empresa aposta na lagosta e no pargo como seus grandes carros-chefe. "Nosso propósito este ano é o de se conectar com os clientes da Ásia e promover os produtos brasileiros para uma possível abertura do mercado europeu", destaca Thiago De Luca, CEO da Frescatto.
Já a Allmare Alimentos aposta em sua linha premium. Segundo a diretora comercial Aline Gonçalves, o foco está em espécies de alto valor agregado, como o pargo e ariacó, além da lagosta. "Nosso compromisso é com a promoção do pescado brasileiro no mercado internacional e ampliar nossa visibilidade junto a compradores estratégicos, especialmente da Europa", explica.
Em complemento, a empresa também aproveitará a oportunidade para apresentar sua estrutura industrial. "Preparada para atender às exigências sanitárias e de qualidade dos mercados mais rigorosos", destaca Gonçalves.
A tilápia, carro-chefe da aquicultura nacional, também terá destaque com a Brazilian Fish. A empresa apresenta desde o filé fresco até os empanados, buscando pulverizar a marca globalmente. "Queremos mostrar a qualidade e o diferencial da tilápia brasileira pelo mundo", pontua Natasha Flauzino Castelan, diretora de exportação.
Além destas, nomes como Leardini e C.Vale completam a delegação no pavilhão brasileiro, reforçando a diversidade do portfólio nacional.
A feira de 2026 marca também a estreia da Zona de Inovação em Aquicultura, um espaço dedicado a tecnologias de monitoramento e saúde animal. Para Wynter Courmont, vice-presidente da Diversified Communications, a escala desta edição reflete o interesse em inovação e colaboração. “Estamos criando um espaço dedicado para que empresas, investidores e responsáveis políticos interajam com as ideias e tecnologias que definem o futuro do setor.”
Já o Programa de Conferências de 2026 reunirá mais de 90 especialistas internacionais da indústria e do setor em mais de 30 sessões, oferecendo análises práticas sobre as tendências que estão definindo a indústria global de pescado.
Ao longo dos três dias, o programa explorará temas como o desenvolvimento da aquicultura, a sustentabilidade, a transparência na cadeia de abastecimento, os mercados emergentes, as tendências de consumo e a inovação tecnológica, oferecendo uma visão integral das oportunidades e dos desafios que a indústria enfrenta.
A presença internacional confirmada para esta edição destaca o alcance global do evento, com a incorporação de novos países e delegações regionais como Bulgária, México, Omã, Uruguai, Venezuela, Canadá, Chile, China, Dinamarca, Equador, França, Grécia, Islândia, Índia, Irlanda, Itália, Japão, Marrocos, Noruega, Países Baixos, Coreia do Sul, Turquia, Reino Unido, Estados Unidos, Vietnã e outros.
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Créditos da imagem: Vanessa Costa/Seafood Brasil
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