Pescado registra alta de 10% em volume na Páscoa de 2026
Eduardo Lobo analisa que eficiência operacional das indústrias sob SIF foi determinante para o sucesso da data
09 de abril de 2026
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O pescado brasileiro encerrou a Páscoa de 2026 com indicadores positivos, mesmo sob um cenário macroeconômico desafiador. De acordo com o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca), Eduardo Lobo, o incremento em volume foi de aproximadamente 10% frente a 2025. “Isso é muita coisa. Principalmente porque estamos em um ano com juros elevados, com um CDI próximo a 14%, ou seja, você não tem um incentivo a novos investimentos", pontua.
Um dos grandes diferenciais desta temporada foi a competitividade de itens de alto giro. O salmão, por exemplo, que figura entre as espécies mais demandadas no País, apresentou preços mais atrativos em 2026 do que no ano anterior, beneficiado pela cotação do dólar. "Os outros produtos, como a tilápia, tiveram preços estáveis; já itens como o filé de merluza, filé de polaca e filé de pangasius tiveram seus preços na origem estáveis, mas, com um câmbio mais favorável, ficaram mais acessíveis à população", detalha Lobo.

Eduardo Lobo, presidente da Abipesca
Além dos fatores econômicos, o presidente da Abipesca destaca que a eficiência operacional das indústrias sob Serviço de Inspeção Federal (SIF) foi determinante para o sucesso da data. "As grandes indústrias sob serviço de inspeção federal estão se especializando cada vez mais em suas logísticas e têm distribuído uma gama boa de pescado em todo o Brasil, não só nas capitais. O processo de interiorização é muito grande e o processo de levar pescado com o máximo de qualidade e preços estáveis a lugares longínquos reflete-se em um aumento no consumo", diz.
Por fim, ele ressalta que o crescimento também é sustentado por uma mudança estrutural no comportamento da população. Há uma busca crescente por dietas equilibradas, onde o pescado se posiciona como a proteína de eleição por recomendação médica e nutricional. "O hábito da população à comida saudável, ele é crescente e o pescado cai nesse viés fortemente", finaliza Lobo.
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Créditos da imagem: Canva
Ele ressalta que o crescimento também é sustentado por uma mudança estrutural no comportamento da população. Há uma busca crescente por dietas equilibradas, onde o pescado se posiciona como a proteína de eleição por recomendação médica e nutricional. "O hábito da população à comida saudável, ele é crescente e o pescado cai nessa veia e nesse viés fortemente", afirma.
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