Pré-Páscoa movimenta varejo com faturamento de 5,1% em relação a 2025
Dados da Scanntech indicam alta no faturamento do varejo alimentar pré-Páscoa, apesar da queda em volume e unidades vendidas
31 de março de 2026
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Desempenho de peixes e frutos do mar para a Quaresma
Categorias com desempenho negativo
A pré-Páscoa impulsionou o varejo alimentar no Brasil na primeira semana de março de 2026. Dados da Scanntech, empresa especializada em inteligência de mercado, apontam um crescimento de 5,1% no faturamento das categorias relacionadas à Páscoa entre 1 e 7 de março, em comparação ao mesmo período de 2025. O avanço acontece mesmo com retração de 2,6% em unidades vendidas e de 1,5% em volume.
Em síntese, a análise da Scanntech incluiu categorias como ovo de Páscoa, chocolates, bacalhau, peixes, frutos do mar, azeite, vinho, entre outros itens. Neste contexto, esta Quaresma impulsionou categorias de peixes e frutos do mar, que tradicionalmente substituem o consumo de carne, com a sardinha enlatada crescendo 29,2% em faturamento e 15,2% em unidades no acumulado de janeiro e fevereiro.
Já o peixe fresco teve alta de 17,6% em faturamento e 12,6% em unidades, enquanto frutos do mar avançaram 14,5% em faturamento e 8,3% em unidades. O atum registrou crescimento de 10,9% em faturamento e 4,5% em unidades.
Por outro lado, o bacalhau cresceu 7,8% em faturamento no acumulado de janeiro e fevereiro, mas teve queda de 5,5% em unidades vendidas. Essa retração está acompanhada de forte pressão de preços, com elevação de 14,1% no preço por unidade e 17,6% no preço por quilo. Por fim, na semana de 1 a 7 de março, o preço por quilo subiu 35,4% e o volume recuou 20,1%, sugerindo que consumidores podem estar adiando ou reduzindo a compra.
Ovo de Páscoa: o grande culpado
De acordo com a Scanntech, o destaque vai para a categoria de ovo de Páscoa, que apresentou crescimento expressivo tanto no início do ano quanto na semana de 1 a 7 de março.
No acumulado de janeiro e fevereiro, o faturamento da categoria cresceu 105,5% em relação a 2025, com aumento de 75,5% em unidades vendidas e 83,0% em volume. O preço por unidade subiu 17,4%, enquanto o preço por quilo avançou 12,3%, influenciado pela maior demanda e pelos custos dos ingredientes.
Considerando somente a primeira semana de março, o faturamento do ovo de Páscoa subiu 124,7%, as unidades vendidas cresceram 94,4% e o volume avançou 110,5%. Já o tamanho médio das embalagens cresceu 8,2% em relação ao ano anterior.
Matheus Tavares, gerente de Inteligência de Dados da Scanntech, comentou que o crescimento no tamanho médio de embalagem do ovo de Páscoa chama atenção. "O consumidor está comprando produtos maiores, o que pode indicar tanto a busca por um presente mais sofisticado quanto uma forma de racionalizar o custo por quilo. São movimentos aparentemente opostos, mas que convivem na mesma cesta."
Por outro lado, alguns produtos associados à cesta pré-Páscoa registraram retração. O azeite caiu 18,8% em faturamento de janeiro a fevereiro, apesar de leve alta de 1,4% em unidades vendidas, refletindo importante queda nos preços. Na primeira semana de março, o faturamento do azeite caiu 16,6%.
O creme de leite apresentou baixa de 8,5% em faturamento no acumulado, mesmo com aumento de 3,1% em unidades vendidas, no contexto de queda de 11,3% no preço por unidade. Já o coco ralado, leite de coco e creme de avelã tiveram queda em unidades vendidas e alta nos preços, o que reduziu o volume de compra. Por fim, o grão-de-bico foi a única categoria com retração tanto em faturamento (-3,1%) quanto em unidades vendidas (-0,7%) e preço por unidade (-2,4%).
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Créditos da imagem: Canva
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