Preço da cesta de 35 produtos de largo consumo sobe 2,20% em março
Segundo a Abras, frete, clima e oferta mantêm risco de pressão sobre os alimentos
27 de abril de 2026
O Abrasmercado — indicador que acompanha a variação de preços da cesta de 35 produtos de largo consumo — da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), registrou alta de 2,20% em março, a elevação mensal mais intensa do primeiro trimestre.
Segundo a associação, nos meses anteriores, as variações haviam sido de +0,47% em fevereiro e -0,16% em janeiro. Com o resultado, o valor médio da cesta passou de R$ 802,88 para R$ 820,54 no mês.
O primeiro trimestre de 2026 foi marcado por fatores como logística, clima e câmbio, além das condições de oferta ao longo das cadeias produtivas. Indicadores do mercado agrícola sugeriram cenário mais equilibrado no agregado, embora com comportamentos distintos entre produtos. No feijão, a oferta mais restrita elevou a volatilidade.
Entre as proteínas, a carne bovina manteve viés de alta sustentado pela demanda externa, enquanto ovos e leite avançaram por fatores sazonais e recomposição de preços. Para os próximos meses, o cenário ainda apresenta risco de alta em parte dos alimentos, especialmente nos itens mais sensíveis a frete, clima e oferta. “A alta do petróleo e o encarecimento do transporte elevam o custo de reposição em cadeias mais longas e intensivas em logística, com potencial de repasse para alimentos”, analisa Marcio Milan, analisa o vice-presidente da Abras.
Entre os produtos básicos, a principal elevação veio do feijão (+15,40%), seguido pelo leite longa vida (+11,74%). No acumulado do trimestre, o feijão sobe 28,11%, enquanto o leite longa vida avança 6,80%. Também subiram a massa sêmola de espaguete (+0,91%), a margarina cremosa (+0,84%) e a farinha de mandioca (+0,69%).
Em sentido oposto, as principais quedas entre os básicos foram observadas em açúcar refinado (-2,98%), café torrado e moído (-1,28%), óleo de soja (-0,70%), arroz (-0,30%) e farinha de trigo (-0,24%). No grupo das proteínas, os preços apresentaram comportamento misto. Houve avanço nos ovos (+6,65%), na carne bovina – corte do traseiro (+3,01%) e no corte do dianteiro (+1,12%). Já frango congelado (-1,33%) e pernil (-0,85%) registraram recuo no mês.
No acumulado do trimestre, a carne bovina – corte do traseiro sobe 6,29%, refletindo a manutenção do viés de alta da proteína bovina. Entre os alimentos in natura, o avanço foi expressivo, com destaque para tomate (+20,31%), cebola (+17,25%) e batata (+12,17%). No acumulado do trimestre,as altas chegaram a 45,43%, 14,06% e 14,04%, respectivamente, evidenciando impacto relevante da sazonalidade e da dinâmica de oferta.
Nos itens de higiene pessoal, os preços avançaram em sabonete (+0,43%), xampu (+0,34%), papel higiênico (+0,30%) e creme dental (+0,13%). Já na limpeza doméstica, houve elevação no detergente líquido para louças (+0,90%), desinfetante (+0,74%) e água sanitária (+0,38%). A única queda do grupo foi registrada no sabão em pó (-0,29%).
Quer ficar por dentro dessas e outras notícias do universo do pescado? Acesse nossa seção de notícias e também não deixe de seguir os perfis das Seafood Brasil no Instagram, no Facebook e no YouTube!
Créditos da imagem: Canva







