Projeto-piloto no PA quer criar novo nicho com camarão marinho
Aquicultura

Projeto-piloto no PA quer criar novo nicho com camarão marinho

Produção de vannamei em bioflocos acontece em parceria entre a Ufopa e um produtor local

23 de julho de 2021

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Em Santarém, no Oeste do Pará, a produção de Litopenaeus vannamei em  sistema de bioflocos vem chamando a atenção da cadeia produtiva local. A produção do camarão marinho acontece em parceria entre a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) e um produtor local que toparam o desafio de dar início a um novo nicho de mercado na região.
 
Contornando entraves como logística, acesso aos insumos e mão de obra especializada, a zootecnista e professora de engenharia de pesca na Ufopa, Michelle Fugimura, explica que o projeto piloto, coordenado pelo professor Luciano Jensen, teve início em dezembro do ano passado, após várias tentativas do produtor local. “Ele nos chamou para apoiar a iniciativa. Então, é um projeto de pesquisa já com a produção realmente em si. E essa parceria fez a produção acontecer”, falou.
 
 
O primeiro ciclo foi testado em três tanques de 50.000 litros cada, com povoamento direto em três densidades: 300, 400 e 500 camarões/m² em água salinizada que, após quatro meses, gerou camarões com peso em torno de 11 e 12 gramas. “Para nós e para ele [produtor] foi bastante satisfatório já que conseguimos fechar o ciclo de produção” explicou Michelle. 
 
“A gente sabe que está acontecendo a produção em todo o País, mas aqui em Santarém foi interessante porque é um novo nicho, justamente pela possibilidade de conseguir comprar essa espécie fresca”, completou. 
 
Agora, já no segundo ciclo, Michelle explica que será realizada uma fase de berçário antes do povoamento dos tanques e que ajustes estão sendo feitos para tornar a atividade viável economicamente ao produtor. “Um problema que temos na região é que tudo vem de fora do estado. Não temos fábrica de ração nem produção de  pós-larvas e tudo isso acaba encarecendo a produção”, pontuou.
 
 
Além dos insumos e da logística, a mão de obra especializada é outro entrave para o desenvolvimento da iniciativa. Segundo ela, outro ponto interessante do projeto é o auxílio aos cursos destinados a formação de profissionais da área, como engenharia de pesca e zootecnia. “É interessante para esse pessoal que está se formando ter essa experiência com uma outra área. Então essa produção pode contribuir para uma melhor formação dessa mão de obra nas universidades e pode vir a atender outros produtores”, falou.
 
A ideia do projeto é que estes camarões possam abastecer o comércio local e também sirva de exemplo para outros produtores da região.
 
Créditos da imagem: Michelle Fugimura

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