UE X Carnes do Brasil: Abipesca não vê embaraço ao pescado
Setor de proteína animal enfrenta novo revés regulatório após a Comissão da UE anunciar que o País será retirado da lista de exportadores
13 de maio de 2026
A retirada do Brasil da lista de exportadores de produtos de origem animal para a União Europeia (UE), anunciado nesta terça-feira (12) pela Comissão Europeia, projeta um cenário de urgência para o agronegócio a partir de 3 de setembro de 2026. Embora a medida se fundamente na falta de garantias sobre o controle de antimicrobianos, o setor de pescado mantém o foco na resolução técnica.
Jairo Gund, diretor-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca), comenta que a fragilidade, já detectada anteriormente em auditoria do Reino Unido (UK), não reside na ausência de controles, mas na necessidade de formalizar a equivalência dos protocolos. “Os critérios cobrados já são executados e o Brasil já cumpre estes requisitos que entrarão em vigor em setembro na UE. Falta somente o Mapa [Ministério da Agricultura e Pecuária] apresentar estes mecanismos de controle a eles, demonstrando que estamos cumprindo aqui o que se pede lá”, conta.
Diante disso, Gund destaca a confiança na capacidade técnica e na competência das autoridades sanitárias brasileiras. “Não acreditamos que este venha a ser um ponto de embaraço na auditoria prevista para o próximo mês. Estamos preparados, por sinal, com controles superiores aos de muitos países que exportam para a UE”, frisa.
Um dos argumentos centrais de Gund é a segurança dos produtos atuais. A ausência de um embargo imediato às carnes brasileiras é lida como um selo de confiança na qualidade e segurança sanitária dos produtos. “Entendemos ser algo mais protocolar de fins de demonstração de controle, provando a equivalência do regulamento sanitário”, completa.
Outro ponto destacado por ele é a distinção entre os sistemas de produção e captura. Ele frisa que, embora o País já possua diferenças regulatórias, a União Europeia mantém uma postura de tratamento unificado. “O Brasil reiteradas vezes solicitou esta separação, mas foi negado por eles. A aquicultura possui regulação própria, com seus controles sanitários específicos e completamente diferentes da pesca extrativa”, completa o diretor-executivo da Abipesca.
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Créditos da imagem: Canva
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