Vendas do comércio varejista no Brasil recuaram 1,5% em abril
Por outro lado, o segmento de Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo apresentou um crescimento de 1,3%
17 de junho de 2026
As vendas do comércio varejista no Brasil recuaram 1,5% em abril, na comparação com março, que havia registrado alta de 0,7%. Entre as atividades com queda, destacam-se combustíveis e lubrificantes, com queda de 6,2%, conforme a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Por outro lado, o segmento de Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo apresentou um crescimento de 1,3%, sendo o de maior peso para o índice geral. Outro setor com desempenho positivo foi o de Livros, jornais, revistas e papelaria, que avançou 1,1%.
Como destaca a Hora do Povo, houve retração em outros artigos de uso pessoal e doméstico (-4,6%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-4,5%), Móveis e eletrodomésticos (-0,8%), tecidos, vestuário e calçados (-0,1%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (-0,1%). Muitos desses segmentos são dependentes de crédito, que, segundo o estudo, está submetido a altas taxas de juros, além do endividamento e inadimplência das famílias.
A pressão dos juros elevados sobre a demanda tem levado o comércio a uma desaceleração no ritmo de vendas. Na comparação anual, o setor registrou alta de 1,0% em abril, após um avanço de 4,0% em março. No acumulado do ano, o volume do comércio varejista cresceu 2,0%, e nos últimos 12 meses, avançou 1,5%.
Cristiano Santos, gerente da pesquisa do IBGE, avalia que a queda nas vendas em abril de 2026 ocorreu após uma base de comparação elevada, visto que os três meses anteriores haviam sido de alta. "O ponto é que, se antes um consumo mais intensivo em bens não essenciais vinha sustentando a alta, agora essas mesmas atividades devolveram o crescimento", ressaltou Santos.
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Créditos da imagem: Canva







