Aquicultura 4.0: tecnologia pode ajudar no aumento de consumo
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Aquicultura 4.0: tecnologia pode ajudar no aumento de consumo

Aposta na conexão entre diversas ferramentas de informação e comunicação embasadas pela tecnologia

Alberto Lyra - 28 de junho de 2019

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O interesse de muitos brasileiros por ampliar e diversificar o cardápio diário de alimentos tem feito a procura por pescado crescer no País. Ainda assim, o consumo segue muito abaixo do que se acredita ser recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é cerca de 12 kg/ano por habitante. 
 
Um dos principais entraves para alcançar, ou até ultrapassar essa média, é a desconfiança da população quanto à procedência desses produtos, estejam eles nas gôndolas dos supermercados ou nos pratos ofertados pelos restaurantes.
 
A preocupação não se refere apenas à qualidade dos produtos para consumo. Há muitas dúvidas sobre a conformidade da pesca. Mas há uma ferramenta que promete ajudar nessas questões: a tecnologia. Diversas soluções estão apostando na inovação tecnológica para conseguir rastrear a proveniência do pescado, da embarcação até a mesa dos brasileiros. 
 
A Aquicultura 4.0, como tem sido conhecida, aposta na conexão entre diversas ferramentas de informação e comunicação embasadas pela tecnologia. Isso garante melhorias nos processos em todas as etapas de produção, contribuindo para a entrega de um produto final de mais qualidade e com rastreabilidade até o consumidor final. 
 
Bons exemplos não faltam. Algumas empresas de pescado já anunciaram soluções de rastreabilidade para seus produtos. Um dos formatos em uso traz um QR Code nas embalagens. Os clientes podem adicionar o código e ter acesso aos dados, como país de origem, código do fornecedor/embarcação daquele lote, dados de produção e validade, código do supervisor de produção responsável e, inclusive, o Registro Geral de Pesca  (RGP), que comprova a origem do pescado. 
 
Recentemente o secretário da Aquicultura e Pesca do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SAP/Mapa), Jorge Seif Jr., também afirmou que o governo está apostando na Aquicultura 4.0. Segundo ele, está em andamento um plano estratégico de oito metas para os quatro anos de governo.
 
A principal meta é revigorar as estatísticas pesqueiras com um protocolo de rastreabilidade. Para isso, será elaborado um sistema de informações sobre as embarcações brasileiras, além de implementar novas diretrizes para pesca extrativa. Com a implantação do projeto, todas as embarcações pesqueiras serão rastreadas, envolvendo a pesca artesanal e a profissional. 
 
Mas se é uma novidade por aqui, lá fora o uso das tecnologias já se tornou mandatório. A União Europeia, por exemplo, já promove a rastreabilidade completa do pescado e de seus produtos desde 2002, incluindo os importados. Devido às suas políticas austeras de controle de qualidade, suspendeu exportações brasileiras em 2017 após auditoria realizada em fábricas do País, que apontou irregularidades no processo produtivo. 
 
Segundo a Conservação Internacional (CI Brasil), um em cada cinco rótulos de pescado apresenta informação falsa. O consumidor está interessado nesta questão, e quer saber como atuar e fazer a diferença.
 
Por isso, para ajudar a alavancar o consumo de pescado, vale apostar na transparência que agrega valor e garante a autenticidade dos produtos. O QR Code, ou novas tecnologias de rastreabilidade como o blockchain (tecnologia de armazenamento e transmissão de informações descentralizada, transparente e segura), parecem ser a saída para esse impasse. 
 
 

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Sobre Alberto Lyra
 
  • Diretor executivo da Associação Nacional de Restaurantes (ANR)
 
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