NRF 2026: Do discurso à execução e os reflexos para o pescado
Realizado em Nova York entre 12 e 14 de janeiro, evento reafirmou seu status como o maior termômetro do varejo global
26 de janeiro de 2026
Participe agora do Canal da Seafood Brasil no WhatsApp e receba as principais notícias do setor de pescado. Clique aqui e junte-se a nós!
Pescado como “solução”
Quer ficar por dentro dessas e outras notícias do universo do pescado? Acesse nossa seção de notícias e também não deixe de seguir os perfis das Seafood Brasil no Instagram, no Facebook e no YouTube!
A NRF 2026: Retail's Big Show, realizada em Nova York entre 12 e 14 de janeiro, reafirmou seu status como o maior termômetro do varejo global. O evento reuniu cerca de 450 palestrantes para debater as transformações macro e microeconômicas que impactam o segmento e o consumo. Assim, a principal mensagem da edição é que o varejo entrou numa fase muito prática: “menos discurso e mais execução”, como conta Meg Felippe, diretora comercial da Frescatto Company, que acompanhou de perto as discussões.
Ela destaca que o uso de tecnologia, especialmente inteligência artificial, deixou de ser uma promessa para se tornar ferramenta operacional. “Já está acontecendo no dia a dia das lojas — ajudando a entender melhor o cliente, organizar estoques, sugerir compras e simplificar processos”, diz.
Segundo Felippe, o encontro também deixou claro que o consumidor não separa mais lojas físicas e digitais. “Ele espera uma experiência fluida, simples e coerente, independentemente do canal”, analisa.

Outra tendência que foi fortemente destacada na edição é a valorização da experiência humana: a tecnologia não substitui pessoas, ela serve para melhorar o atendimento, reduzir fricções e liberar tempo para relacionamento. “Uma palavra recorrente foi ‘comunidades’. As pessoas estão buscando seus grupos de pertencimento e as marcas precisam se conectar com esses grupos”, completa.
Felippe analisa que essas tendências abrem muitas oportunidades concretas ao segmento de pescado. “Com mais personalização, o cliente pode ser orientado melhor na escolha do peixe, com sugestões de preparo, receitas e ocasiões de consumo — o que ajuda a reduzir a insegurança, a dispersão e a aumentar a frequência de compra”, diz.
Ainda para ela, a integração entre canais facilita compras planejadas (o cliente decide antes) e compras por impulso qualificado (o cliente vê sentido no produto). Além disso, experiências mais simples e rápidas na loja favorecem categorias como as peixarias frescas, onde tempo, confiança e clareza fazem muita diferença. “No fim, o pescado ganha espaço quando deixa de ser apenas um produto e passa a ser uma solução clara para o consumidor”, finaliza.
Créditos da imagem: NRF


.jpg)




