Pescado em Análise mapeia mercado de pescado para a Semana Santa 2026
Novo episódio conecta Ceagesp a polos produtores no Brasil e no Chile para avaliar oferta, logística e preços no varejo
02 de abril de 2026
Focado na Semana Santa de 2026, o Pescado em Análise desta semana foi gravado em um local especialíssimo: diretamente da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo, a Ceagesp, maior entreposto de pescados da América Latina - clique aqui e veja como foi o episódio de estreia.
Sendo assim, os apresentadores Fabi Fonseca e Ricardo Torres conduziram de lá do entreposto um episódio que fez giro de ponta a ponta pelo País com convidados mais que especiais espalhados pelo Brasil (e fora dele) para assim, conectar as principais regiões produtoras, a indústria e o varejo para discutir a disponibilidade de espécies e o comportamento do consumidor durante esta época tão importante para a cadeia produtiva nacional.
Além de analisar o cenário de consumo aquecido, a edição do programa ainda trouxe as principais notícias da semana, como a transição ministerial no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e no Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), além dos alertas geopolíticos sobre os custos logísticos globais devido à Guerra no Oriente Médio.
No estúdio montado na Vila Leopoldina, bairro em que a Ceagesp fica localizada na cidade de São Paulo, o gerente do Entreposto de Pescados de São Paulo, Douglas Falco do Amaral, detalhou o planejamento da 17ª Santa Feira do Peixe. O evento, que opera em regime de 24 horas durante a semana do feriado, introduziu este ano a modalidade de vendas no semiatacado para o público final, permitindo compras a partir de 5 kg.
Segundo Falco, a estratégia visa democratizar o acesso a produtos de qualidade com preços mais competitivos. "A feira foi criada a fim de trazer o público final para conseguir adquirir um produto mais em conta. São seis variedades de peixe na promoção que batizamos como semiatacado."

O Pescado em Análise realizou uma conexão nacional para entender como cada região está lidando com a alta demanda da Quaresma.
Direto de Ariquemes (RO), Francisco Hidalgo Farina, presidente da Comissão Nacional de Aquicultura (CNA) e vice-presidente da Associação de Criadores de Peixes do Estado de Rondônia (Acripar) destacou os esforços para consolidar os peixes nativos da Amazônia nos grandes centros consumidores. "Nós ainda estamos em fase de consolidação de mercado, mas já nos fazemos presente no mercado Sul e Sudeste, administrando a dificuldade logística porque estamos muito longe. A ideia é fazer uma maior oferta deste produto nacional", afirmou Paco, como também é conhecido Farina.
Já de Itajaí (SC), o ativista pesqueiro Nilson José reportou o otimismo no maior polo produtor do País, ressaltando o início da safra da sardinha como um fator de equilíbrio para os preços. Nilson alertou sobre a pressão do custo do óleo diesel, mas garantiu que a oferta é robusta. "A procura tem sido muito grande por parte de todos os moradores. Tem peixe de todos os títulos, para todos os gostos e bolsos. Ninguém vai ficar sem comer peixe nesta semana", garantiu.
Leocy Cutrim, engenheiro de pesca do Sebrae-AM, foi o convidado de Manaus (AM). De lá, ele apresentou a dinâmica das feiras locais, onde o consumo per capita é o maior do Brasil. Ele destacou a tendência do "tambaqui curumim" como alternativa estratégica de mercado. "O peixe mais consumido aqui é o tambaqui e também a matrinxã, na qual o Amazonas é o maior produtor de viveiro. O consumo aqui é um absurdo e a demanda é altíssima", pontuou Cutrim.

O comportamento do consumidor final e os desafios da importação também ganharam destaque com representantes do setor privado e comercial.
De São Paulo (SP), Meg Felippe, diretora de varejo da Frescatto Company revelou que, embora o bacalhau siga como o protagonista tradicional, outros itens premium estão ganhando espaço na cesta de compras. "As pessoas têm cada vez mais paixão nacional pelo camarão e, agora na Semana Santa, ele pegou o topo. Todo mundo que sai com bacalhau, leva uma bandejinha de camarão pelo seu papel de comfort food", explicou.
Por outro lado, o coordenador da Câmara Setorial Sindipesca, Rafael Viola, entrou ao vivo de Vitória (ES) para destacar a força da cultura regional e a parceria com cooperativas de pequenos produtores para abastecer o mercado capixaba. "Nós fizemos uma promoção para trazer um produto 100% legal direto para o consumidor, melhorando o preço e a qualidade, fazendo essa cadeia se conectar mais rápido", disse Viola, citando a meta de comercializar 50 toneladas neste período.
Por fim, o Pescado em Análise contou com uma participação internacional: diretamente de Puerto Montt (Chile), Jorge Maldonado, Brand Manager da AquaChile enviou uma atualização em vídeo sobre o ritmo da indústria chilena de salmão, um dos principais fornecedores do Brasil. Falando da Planta Cardonal da empresa, o profissional confirmou que o volume produzido está preparado para sustentar o pico de vendas. "Nós, da AquaChile, estamos felizes com uma produção maior a 10 mil toneladas em todas as plantas. Em março, nossa prioridade foi o filé fresco, exportando ele para diferentes países como Brasil, Estados Unidos, México e outros. Esperamos que nossos consumidores finais desfrutem de nosso salmão."
Programa criado pela Seafood Brasil, o Pescado em Análise traz as notícias, bastidores e os dados que impactam os negócios de quem atua na cadeia de pescados e frutos do mar, da produção aquícola ao food service.
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Créditos da imagem: Seafood Brasil
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