Vendas no food service crescem 4% no semestre, mas recuam em junho
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Vendas no food service crescem 4% no semestre, mas recuam em junho

Setor registra avanço nominal, mas inflação reduz ganho real e indica retração no consumo fora do lar

19 de agosto de 2025

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O setor de alimentação fora do lar encerrou o primeiro semestre de 2025 com crescimento nominal de 4,1% nas vendas, segundo o Índice de Desempenho do Foodservice (IDF), divulgado pelo Instituto Foodservice Brasil (IFB). No entanto, ao descontar a inflação medida pelo IPCA Alimentação Fora do Lar, o resultado real mostra queda de 2,2%, evidenciando os desafios enfrentados pelo consumo no atual cenário econômico.

Em junho, o desempenho foi ainda mais contido: houve recuo nominal de 0,2% em relação ao mesmo mês de 2024. Quando ajustado pela inflação, a retração foi de 3,7%, revertendo a tendência positiva observada em maio, quando o setor havia registrado alta de 6,7%.

“O resultado mostra os desafios atuais do setor, mas também evidencia a capacidade de adaptação das empresas, que seguem investindo em estratégias de atração e retenção de clientes”, destacou Ingrid Devisate, vice-presidente executiva do IFB.


Desempenho regional e impacto do delivery

O levantamento revelou variações significativas por região: Norte (6,8%), Nordeste (0,5%), Centro-Oeste (-0,9%), Sudeste (-1,8%) e Sul (3,5%). Segundo o IFB, eventos sazonais como o Dia dos Namorados tiveram impacto tímido, com alta de apenas 0,2% em relação a 2024.

Já o delivery manteve participação relevante, representando 22,5% das vendas em junho – praticamente estável em relação a maio (22,3%). Para o IFB, a diversificação de canais e o foco no valor percebido pelo cliente seguem essenciais para a competitividade do setor.

“Mesmo em um cenário desafiador, a diversificação de canais e o foco em valor percebido pelo cliente seguem fundamentais para o setor”, explica Devisate.


Ticket médio e fluxo de consumidores

Outro dado relevante é o aumento do ticket médio, que subiu 8,22%, passando de R$ 39,40 para R$ 42,60. O movimento reflete tanto o repasse da inflação quanto ajustes de preços adotados pelos estabelecimentos.

Por outro lado, o número total de transações caiu 6,2%, enquanto nas mesmas lojas a queda foi de 2,2%. O indicador reforça a tendência de menor fluxo de consumidores, já observada em outros segmentos do setor de alimentação e varejo de alimentos, como apontado em levantamento da Abras.
 

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Créditos imagens: Canva

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