IPCA: inflação fica em 0,47% em maio; pescado desacelera 0,22%
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IPCA: inflação fica em 0,47% em maio; pescado desacelera 0,22%

Na variação acumulada do ano, a inflação do pescado ficou em 2,80%. O indicador está em 5,41% na soma dos últimos 12 meses

10 de junho de 2022

A inflação do pescado desacelerou 0,22% em maio, na comparação com o mês anterior, conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgado nesta quinta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No período, a inflação no País foi de 0,47%, após alta de 1,06% em abril.
 
No ano, o IPCA do País acumula alta de 4,78% e, nos últimos 12 meses, de 11,73%, abaixo dos 12,13% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em maio de 2021, a variação havia sido de 0,83%. 
 
Já no pescado, a deflação foi vista na dourada (-3,85%), corvina (-2,94%) e caranguejo (-1,18%). Por sua vez, o peixe peroá (1,90%), o filhote (1,29%) e a merluza (1,22%) registraram as maiores altas no mês. Na variação acumulada do ano, a inflação do pescado ficou em 2,80%. Enquanto o indicador está em 5,41% na soma dos últimos 12 meses.
 
Alta ampla
 
Segundo o IBGE, oito dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta em maio. A maior variação veio do grupo Vestuário (2,11% e 0,09 p.p.). Já o maior impacto (0,30 p.p.) veio dos Transportes (1,34%), que desaceleraram em relação ao mês anterior (1,91%). 
 
Alimentos e bebidas também desaceleraram, registrando 0,48% em maio, frente à alta de 2,06% em abril. O único grupo a apresentar queda foi Habitação (-1,70%), contribuindo com um impacto de -0,26 p.p. no índice do mês. Os demais grupos ficaram entre o 0,04% de Educação e o 1,01% de Saúde e cuidados pessoais.
 
O resultado do grupo Vestuário (2,11%) foi influenciado principalmente pela alta nos preços das roupas masculinas (2,65%), das roupas femininas (2,18%) e das roupas infantis (2,14%). O item calçados e acessórios (2,06%) também registrou variação superior a 2% em maio. A exceção no grupo foram as jóias e bijuterias, cujos preços recuaram 0,34%.
 
No grupo Transportes (1,34%), a maior contribuição veio das passagens aéreas (18,33%), que já haviam subido em abril (9,48%). Foi o maior impacto individual sobre o índice do mês (0,08 p.p.). 
 
Já a desaceleração do grupo Alimentação e bebidas (0,48%) deve-se à alimentação no domicílio, que passou de 2,59% em abril para 0,43% em maio. Verificou-se queda nos preços de alguns itens que haviam pressionado o índice no mês anterior, como tomate (-23,72%) e batata-inglesa (-3,94%). 
 
Houve recuo também nos preços da cenoura (-24,07%), embora a variação acumulada desse alimento em 12 meses ainda seja de 116,37%. O maior impacto positivo dentro do grupo (0,04 p.p.) veio do leite longa vida (4,65%), que já acumula 28,03% de variação no ano. Cabe mencionar ainda a alta de 21,36% nos preços da cebola, maior variação positiva do IPCA no mês de maio.
 
O gerente do IPCA, Pedro Kislanov, observa que existe um componente sazonal no desempenho do grupo de Alimentação e bebidas porque, normalmente, o início do ano é marcado por preços mais altos dos alimentos devido a questões climáticas.
 
“Agora começamos o período de outono-inverno que é mais seco e permite aumentar a oferta de alimentos e reduzir os preços. Outro fator é que os preços de alguns alimentos, como a cenoura (116,37% em 12 meses), subiram muito, o que faz com que a base de comparação seja muito alta. Já o preço do leite continua subindo, devido ao período de entressafra, com pastagens mais secas, e à inflação de custos com a elevação dos preços de commodities como milho e soja, usadas na ração animal”, esclarece.
 
Créditos: Pixabay
 
 

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